Repórter da Reuters é o primeiro a localizar banqueiro japonês envolvido em escândalo
Um repórter da Reuters foi o primeiro jornalista a descobrir o paradeiro do banqueiro japonês Akio Nakagawa, figura central do escândalo financeiro envolvendo a empresa de eletrônicos Olympus.
Atualizado em 29/11/2011 às 09:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ele estava hospedado em um condomínio de luxo em Hong Kong, noticia a . Sua localização era desconhecida até o último domingo (27).
O repórter conseguiu abordar o banqueiro quando ele entrava em seu condomínio, no distrito financeiro de Hong Kong. Quando foi questionado sobre o escândalo envolvendo a empresa de tecnologia e sobre as taxas de assessoria que sua empresa de investimento recebeu, considerada de valores "muito" acima do mercado, Nakagawa se recusou a responder.
"Saia daqui. Saia daqui, não o quero aqui", gritou, e dirigiu-se ao porteiro, pedindo para que chamasse a polícia. O repórter tentou continuar a questioná-lo, mas o porteiro impediu-o de se aproximar. Foi a primeira vez que um veículo de comunicação encontrou o banqueiro.
O escândalo do qual Nakagawa é acusado foi revelado pelo chefe-executivo da Olympus, Michael Woodford, no mês passado. A empresa comprou equipamentos médicos da marca Gyrus por US$ 2 bilhões, em 2008, e o valor pago à consultoria comandada pelo banqueiro japonês foi de um terço (US$ 687 milhões), do valor total do negócio. Com isso, o acordo tornou-se o "mais generoso do mundo", segundo dados da Thomson Reuters.
Após o escândalo, a Olympus perdeu metade do valor de mercado e é ameaçada de ser retirada da Bolsa de Valores de Tóquio.
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O repórter conseguiu abordar o banqueiro quando ele entrava em seu condomínio, no distrito financeiro de Hong Kong. Quando foi questionado sobre o escândalo envolvendo a empresa de tecnologia e sobre as taxas de assessoria que sua empresa de investimento recebeu, considerada de valores "muito" acima do mercado, Nakagawa se recusou a responder.
"Saia daqui. Saia daqui, não o quero aqui", gritou, e dirigiu-se ao porteiro, pedindo para que chamasse a polícia. O repórter tentou continuar a questioná-lo, mas o porteiro impediu-o de se aproximar. Foi a primeira vez que um veículo de comunicação encontrou o banqueiro.
O escândalo do qual Nakagawa é acusado foi revelado pelo chefe-executivo da Olympus, Michael Woodford, no mês passado. A empresa comprou equipamentos médicos da marca Gyrus por US$ 2 bilhões, em 2008, e o valor pago à consultoria comandada pelo banqueiro japonês foi de um terço (US$ 687 milhões), do valor total do negócio. Com isso, o acordo tornou-se o "mais generoso do mundo", segundo dados da Thomson Reuters.
Após o escândalo, a Olympus perdeu metade do valor de mercado e é ameaçada de ser retirada da Bolsa de Valores de Tóquio.
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