Reportagem revela plano do exército colombiano para ameaçar e vigiar jornalistas
Uma reportagem investigativa publicada no último dia 11 pela colombiana Revista Semana informa que o exército do país executou um plano paraameaçar e realizar interceptações ilegais contra jornalistas, defensores de direitos humanos, magistrados, políticos e funcionários públicos.
Atualizado em 21/01/2020 às 16:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
A iniciativa teria sido realizada de dentro de instalações militares, para blindar as forças armadas colombianas de investigações feitas pela imprensa e pela justiça.
A reportagem também informa que um dos alvos da operação foi o jornalista Alejandro Santos, diretor da Revista Semana, além de vários colegas de redação e de profissão. A ação teria contemplado o envio de ameaças e o uso de métodos de vigilância ilegal por meios físicos e digitais. Crédito:Reprodução Soldado colombiano tira fotos de manifestantes durante protesto realizado em novembro de 2019 em Bogotá Ainda segundo a denúncia, o exército da Colômbia comprou de uma empresa espanhola, por quantia equivalente a 930 mil dólares, uma plataforma tecnológica de espionagem chamada Hombre Invisible
A ferramenta teria permitido aos militares colombianos invadir computadores, acessar chamadas telefônicas e mensagens de WhatsApp e Telegram, além de baixar conversas arquivadas ou apagadas.
A Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmou em nota que a ação tem um efeito inibidor que afeta o pleno exercício da liberdade de expressão
A entidade colombiana Fundação para Liberdade de Imprensa (Flip) também condenou o plano do exército e lembrou que, nos dois últimos anos, as ameaças a jornalistas aumentaram no país, atingindo 178 casos em 2019.





