Reportagem da Al Jazeera aponta Brasil como um dos países mais perigosos para jornalistas

Em reportagem especial publicada na última quarta-feira (9/12), a edição em inglês da rede árabe Al Jazeera afirmou que o Brasil, à exceção de países em guerra, é um dos mais perigosos para jornalistas.

Atualizado em 11/12/2015 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

(9/12), a edição em inglês da rede árabe Al Jazeera afirmou que o Brasil, à exceção de países em guerra, é um dos mais perigosos para jornalistas.
Crédito:Reprodução Veículo apontou perigo de atuação independente de jornalistas no Brasil
"O Brasil é um dos países com mais mortes de jornalistas que atuam fora de zonas de guerra", destaca o veículo, ao revisitar histórias de profissionais de imprensa ameaçados e mortos, principalmente fora das grandes metrópoles.
“O Brasil está passando por uma onda sem precedentes de assassinatos de jornalistas, com pelo menos 17 mortes causadas por reportagens desde 2011", observa. “É o mesmo número de mortes registradas no país ao longo de 19 anos até então", completa.
Al Jazeera chama a atenção para os blogueiros e jornalistas independentes que, sem apoio institucional, trabalham, muitas vezes, como únicos comunicadores em seus cidades e ficam vulneráveis ao aumento da violência.
A reportagem começa com um relato detalhado do caso de Evany José Metzker, encontrado decapitado em Padre Paraíso (MG), na região do Vale do Jequitinhonha, em 18 de maio deste ano.
Também relembra a morte do radialista Djalma Santos da Conceição, encontrado com sinais de tortura em uma zona rural próximo à cidade onde trabalhava, Conceição da Feira, localizada a 110 quilômetros de Salvador (BA). Foi a segunda morte de um profissional de imprensa em menos de uma semana no país.
Outros casos citados pela reportagem da rede árabe foram os dos jornalistas Gleydson Carvalho, Israel Gonçalves Silva e do blogueiro político Ítalo Eduardo Diniz Barros. Mencionou ainda a atuação do jornalista investigativo Mauri König, que trabalhou por quase 13 anos no jornal Gazeta do Povo , e de Lúcio Flávio Pinto, do Jornal Pessoal em Belém.