Renan Calheiros diz que imprensa é "insubstituível" na democracia

Na última quinta-feira (3/10), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a imprensa é "insubstituível" na democ

Atualizado em 04/10/2013 às 15:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quinta-feira (3/10), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a imprensa é "insubstituível" na democracia e afirmou ter o compromisso de impedir qualquer discussão para controlar o livre debate no Brasil.


Crédito:Agência Brasil Calheiros defendeu a liberdade de imprensa em evento no Senado

De acordo O Estado de S.Paulo , Calheiros participou do lançamento do livro “A construção da democracia e liberdade de expressão: O Brasil antes, durante e depois da Constituinte, em alusão aos 25 anos da Constituição de 1988”, e em discurso, ressaltou que a liberdade de expressão é um dos pilares da democracia. "A imprensa é insubstituível nas democracias modernas", disse. Segundo ele, a simples pretensão de abolir a liberdade de expressão a qualquer pretexto é "imprópria".


"Respeitar divergências e conviver com o contraditório, e até com excessos, é a essência da democracia", acrescentou. O evento, realizado no Salão Nobre do Senado Federal, teve a presença de personalidades do Legislativo e Judiciário e representantes de veículos de comunicação.


O presidente do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog, afirmou que decisões judiciais censurando a publicação de reportagens, assassinatos de jornalistas e ameaças feitas a profissionais de imprensa são ainda desafios a serem superados. "No mundo, o Brasil é ainda visto como parcialmente com liberdade de imprensa."


A presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, destacou que o livro aborda a conquista da liberdade de expressão e ressaltou que a garantia da ampla liberdade é a principal diferença da Constituição de 1988 em relação às anteriores.

Para Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, a Constituição veio fechar uma "triste história" que levou pessoas a serem mortas por "ousar pensar e falar". Ele pontuou que é da cultura brasileira resolver suas questões de modo consensual.


A senadora e jornalista Ana Amélia (PP-RS) disse que há a necessidade de alerta para garantir a liberdade de expressão, que, segundo ela, "não pode estar vulnerável aos governantes de hoje nem aos de amanhã".


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