Relatório indica que 106 jornalistas foram assassinados no mundo este ano
Relatório indica que 106 jornalistas foram assassinados no mundo este ano
A Associação Mundial de Jornais (WAN) informou, nesta segunda-feira (19), que 106 jornalistas foram assassinados no mundo, desde janeiro deste ano - 45 deles só no Iraque, que continua sendo o país com mais mortes violentas de profissionais de imprensa. O número apresentado se aproxima dos 110 registrados em 2006, ano considerado um recorde.
Pelo relatório da WAN, somente entre junho e novembro morreram 16 profissionais no Iraque, o que elevou o total para 150 desde a invasão do país, em 2003.
Na América Latina e Central, sete profissionais foram mortos, três deles na Colômbia. Os jornalistas latino-americanos continuam sendo vítimas de "assassinatos, ameaças e assédio" quando investigam temas como corrupção e tráfico de drogas, diz o relatório, que menciona o jornalista brasileiro Ajuricaba Monassa de Paula, assassinado por um vereador em Guapimirim (RJ).
Na Ásia - onde se encontram "alguns dos regimes mais repressivos do mundo" -, 12 jornalistas morreram entre junho e novembro (excluindo o Oriente Médio), metade deles no Paquistão.
Já na região do Golfo Pérsico, a associação lamenta que a maioria dos países "apresente um balanço medíocre", já que "o controle governamental sobre a imprensa é extremamente rígido".
No Afeganistão, uma repórter foi assassinada. Segundo a WAN, todos os jornalistas que cobrem temas sensíveis neste país "correm o risco de serem assassinados em qualquer momento".
Na Europa e Ásia Central, um jornalista morreu na Turquia e outro no Quirguistão desde junho. A "hostilidade" contra a imprensa independente e de oposição, assim como "as tentativas de reduzi-los ao silêncio" poderiam ressurgir em vários países dessas regiões, alerta a WAN.
Nos Estados Unidos, o chefe de redação do "Oakland Post" foi assassinado no dia 2 de agosto e a autoria do crime foi confessada por um padeiro. Na África, dois repórteres foram mortos a vida na República Democrática do Congo (RDC) e outros quatro na Somália. Com informações da agência EFE.






