A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) aponta um “acentuado retrocesso” na liberdade de imprensa. O cenário, agravado pelas crises latino-americanas, foi destaque no documento final de um encontro promovido pela entidade no Chile. Redigido a partir dos relatórios nacionais pelos países que integram a organização, o relatório de 25 páginas revela a situação da mídia pelo mundo.
Crédito:Reprodução
O peruano Gustavo Mohme é o novo presidente da SIP
Redigido a partir dos relatórios nacionais dos países que integram a organização, o documento de 25 páginas revela a situação da mídia pelo mundo. Segundo Estadão Conteúdo, o texto afirma que o declínio do direito à informação foi puxado principalmente pelo crescimento geral da censura indireta e pela violência praticada contra os profissionais de comunicação em pelo menos oito países do continente. Os casos mais graves, conforme destaca o documento, são vistos no Equador, Venezuela, Argentina e México.
Para a entidade, a autocensura é resultado das ameaças proferidas pelas milícias e grupos clandestinos ligados ao narcotráfico. A censura indireta também é fruto da pressão de autoridades que, de acordo com o relatório, rejeitam todo o tipo de crítica a sua administração governamental. A SIP informa, ainda, um total de 11 mortos em seis meses e condena as centenas de atos de violência.
Grande parte das agressões foram registradas em países que envolvidos em campanhas eleitorais, como o Brasil. Na parte brasileira, foram mencionados 84 episódios, e figuram, entre eles, ataques contra comunicadores, censuras judiciais, prisões e ameaças.
Novo presidente
Por outro lado, o dia final do encontro foi marcado pela nomeação do jornalista peruano Gustavo Mohme como novo presidente da SIP. Indicado na tarde da última terça-feira (21/10), o atual diretor do jornal La República , de Lima, sucede à americana Elizabeth Ballantine.
Em seu discurso de posse na 70.ª Assembleia-Geral da entidade, em Santiago do Chile, Mohme manifestou uma "mensagem de estímulo e solidariedade a todos os perseguidos", fazendo menção aos profissionais de mídia citados nos relatórios da entidade.
O dirigente prometeu trabalhar "pela recuperação da democracia e do regime republicano, a separação equilíbrio dos poderes, a plena vigência do Estado de Direito". O novo mandatário também ressaltou o desafio do mundo digital. “Enquanto lutamos para preservar a liberdade, o mundo sofre uma vertiginosa transformação. Refiro-me concretamente à internet”, disse o jornalista Gustavo Mohme.
Por fim, o presidente se mostrou disposto a discutir "a concentração de meios em monopólios e oligopólios, em nível público ou privado, que são motivo de debate em nossas sociedades".
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O peruano Gustavo Mohme é o novo presidente da SIP Redigido a partir dos relatórios nacionais dos países que integram a organização, o documento de 25 páginas revela a situação da mídia pelo mundo. Segundo Estadão Conteúdo, o texto afirma que o declínio do direito à informação foi puxado principalmente pelo crescimento geral da censura indireta e pela violência praticada contra os profissionais de comunicação em pelo menos oito países do continente. Os casos mais graves, conforme destaca o documento, são vistos no Equador, Venezuela, Argentina e México.
Para a entidade, a autocensura é resultado das ameaças proferidas pelas milícias e grupos clandestinos ligados ao narcotráfico. A censura indireta também é fruto da pressão de autoridades que, de acordo com o relatório, rejeitam todo o tipo de crítica a sua administração governamental. A SIP informa, ainda, um total de 11 mortos em seis meses e condena as centenas de atos de violência.
Grande parte das agressões foram registradas em países que envolvidos em campanhas eleitorais, como o Brasil. Na parte brasileira, foram mencionados 84 episódios, e figuram, entre eles, ataques contra comunicadores, censuras judiciais, prisões e ameaças.
Novo presidente
Por outro lado, o dia final do encontro foi marcado pela nomeação do jornalista peruano Gustavo Mohme como novo presidente da SIP. Indicado na tarde da última terça-feira (21/10), o atual diretor do jornal La República , de Lima, sucede à americana Elizabeth Ballantine.
Em seu discurso de posse na 70.ª Assembleia-Geral da entidade, em Santiago do Chile, Mohme manifestou uma "mensagem de estímulo e solidariedade a todos os perseguidos", fazendo menção aos profissionais de mídia citados nos relatórios da entidade.
O dirigente prometeu trabalhar "pela recuperação da democracia e do regime republicano, a separação equilíbrio dos poderes, a plena vigência do Estado de Direito". O novo mandatário também ressaltou o desafio do mundo digital. “Enquanto lutamos para preservar a liberdade, o mundo sofre uma vertiginosa transformação. Refiro-me concretamente à internet”, disse o jornalista Gustavo Mohme.
Por fim, o presidente se mostrou disposto a discutir "a concentração de meios em monopólios e oligopólios, em nível público ou privado, que são motivo de debate em nossas sociedades".


