Relatório aponta crescente intimidação do governo chinês aos jornalistas estrangeiros

Um relatório elaborado pelo Clube dos Correspondentes Estrangeiros na China (FCCC, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (30), denuncia que houve um aumento na perseguição e intimidação dos profissionais estrangeiros que atuam no país por parte do governo local.

Atualizado em 30/01/2018 às 13:01, por Redação Portal IMPRENSA.

na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (30), denuncia que houve um aumento na perseguição e intimidação dos profissionais estrangeiros que atuam no país por parte do governo local.


Crédito:Divulgação


Segundo o portal do jornal O Globo, mais da metade dos jornalistas entrevistados para o estudo afirmaram que sofreram, ao menos uma vez, interferência no exercício do seu trabalho por pressão de autoridades, policiais ou indivíduos não identificados, em especial em algumas regiões consideradas sensíveis, como a fronteira com a Coreia do Norte e a província de Xinjiang, região no noroeste chinês de tensão entre o povo uigur, minoria étnica de origem muçulmana e a etnia han, majoritária em todo país.


“Os resultados da nossa pesquisa revelam evidências sólidas que sugerem que as condições de trabalho dos jornalistas estão piorando”, diz o dossiê.


Em seu último relatório publicado no final do ano passado, o Comitê para a Proteção de Jornalistas denunciou que a China era o segundo país com mais jornalistas detidos em todo mundo, 41 no total, atrás apenas da Turquia, com 73. Junto com o Egito, os três países são responsáveis por mais da metade das detenções de jornalistas em 2017.


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