Relação dos jornalistas com as novas tecnologias motiva estudo na Espanha
O artigo resulta de uma pesquisa exploratória realizada por três professores da Universidad de Santiago de Compostela. Preocupados com o condicionamento tecnológico dos processos comunicativos, os autores refletem sobre o perfil computacional do jornalista, que requer competências informáticas em diversos graus de intensidade.
Crédito: Pixabay
Os autores revisam informes de organizações profissionais e institutos de relevância internacional, como o World Editors Forum e o Reuters Institut, sobre o trabalho de 25 jornalistas europeus e americanos, elegendo três estudos de caso: Nonny De-la-Peña, uma profissional que trabalha com jornalismo imersivo; Xaquín González, jornalista e infografista do The Guardian, com experiência no New York Times e National Geographic; e Mar Cabra, jornalista investigativa que trabalhou no Panama Papers e membro do ICIJ.
Esses jornalistas afirmam que a formação deve se estabelecer numa “via dupla”, que reforce o conhecimento dos elementos básicos do jornalismo (qualidade dos conteúdos, formação humanista), combinados com a capacitação tecnológica, pois a tecnologia alimenta e define os atuais perfis profissionais. A narrativa jornalística cada vez mais visual exige criar equipes interdisciplinares que apliquem técnicas de visualização; para isso são necessários desenvolvedores, designers, estatísticos, visualizadores e cartógrafos que entendam e trabalhem a partir do jornalismo. No ecossistema atual, o jornalista tem que dispor de conhecimentos para cooperar com todos esses perfis tecnológicos.
Veja abaixo o artigo na íntegra.
Artigo:
Periódico: Comunicar - Revista Científica de Comunicación y Educación
Edição: Vol. XXV, nº 53, 4º trimestre, Outubro de 2017
*Este conteúdo foi divulgado pela Re-Vistas, uma newsletter bimestral do Grupo de Pesquisa Produção de Conteúdo, do Mestrado Profissional em Produção Jornalística e Mercado da ESPM-SP.
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