Regulador da imprensa na China critica detenção de repórter que denunciou fraude

A Agência Central de Regulação da Imprensa da China divulgou na última quinta-feira (24/10) um comunicado expressando preocupação com a prisão do repórter Chen Yongzhou, acusado por escrever reportagens sobre negociatas de uma grande empresa administrada pelo governo.

Atualizado em 25/10/2013 às 10:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Órgão de regulação da imprensa chinesa está a favor do "Modern Express" e de seu repórter

De acordo com O Estado de S.Paulo , o órgão oficial não pediu abertamente sua libertação, mas se posicionou favoravelmente ao jornal Modern Express , onde Chen trabalha, que solicitou sua libertação. "Esperamos que as autoridades apresentem uma explicação convincente e juridicamente crível para o assunto", disse a associação.


O New Express voltou a exigir a libertação de Chen e acusou as autoridades da Província de Hunan de "abuso de poder". "Por favor, libertem-no", publicou em sua primeira página. Além da publicação, muitos comentaristas políticos, tanto os mais liberais, como o escritor Li Chengpeng, quanto os mais conservadores, como o editor-chefe do jornal Global Times, Hu Xijin, estão a favor da libertação do jornalista.


A prisão aponta as restrições a jornalistas, advogados e usuários da internet na China. Colocando em debate o discurso do governo, que prometeu atuar para reprimir a corrupção no país.