Rede social "reconhecerá" gostos de usuário para publicar após sua morte

Uma nova rede social pretende garantir a imortalidade digital para qualquer internauta. O Eter9 utilizará um tipo de robô que reconhecerá o perfil do usuário e continuará fazendo publicações mesmo após a morte do dono do perfil.

Atualizado em 25/08/2015 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

imortalidade digital para qualquer internauta. O Eter9 utilizará um tipo de robô que reconhecerá o perfil do usuário e continuará fazendo publicações mesmo após a morte do dono do perfil.
Crédito:Reprodução Rede social treina robô para compreender personalidade do usuário
De acordo com o G1, essa plataforma fará postagens sobre tudo que o usuário escreveu durante a vida. O sistema também irá “sorrir”, algo parecido com o botão de curtir, para publicações de outras pessoas.

A rede social tem uma página inicial similar ao feed de notícias do Facebook e ainda há dois robôs chamados “Niners”, que permitirão que o nível de engajamento de uma pessoa seja mantido, sem a necessidade de um humano.

Além disso, o usuário poderá “conhecer” todo o sistema antes de morrer. Ainda vivo, o internauta controlará a frequência com que seu robô faz alguma postagem, dando a ele a chance de publicar algo enquanto seu “original” está fora do ar.

Para o criador do site, Henrique Jorge, a ideia é que continue alimentando um perfil com os assuntos favoritos pelo usuário. A plataforma já conta com mais de cinco mil inscritos. Jorge diz ainda que planeja deixar o sistema mais forte.

“Estamos tentando criar um sistema-robô que aprenderia mais rápido com outras redes, como o Facebook. No momento, a capacidade do Eter9 é bem pequena”, afirmou o desenvolvedor do site.

Vida eterna

O Eter9 não é o primeiro sistema que promete “vida eterna” aos usuários de redes sociais. A página chamada Virtual Eternity, criada em 2010, permitia que a pessoa "treinasse um robô” com testes de personalidade. Ele também fazia uploads de voz e fotos para que ele nunca parasse de postar.

O Facebook também já possui laboratórios de inteligência digital e o criador da rede, Mark Zuckerberg, anunciou que essas divisões têm a meta de criar programas que são melhores que os humanos para ver ou escutar, por exemplo.
Enquanto isso, o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) está criando um software que proporciona aos usuários outro tipo de imortalidade. O chamado eterni.me irá “coletar pensamentos e histórias” e criará um avatar inteligente parecido com o usuário.