Receita Federal argentina realiza megainspeção em empresas do grupo Clarín
Receita Federal argentina realiza megainspeção em empresas do grupo Clarín
Na tarde da última quinta-feira (10), inspetores da AFIP (a Receita Federal argentina) realizaram uma inspeção na sede do jornal Clarín. Segundo noticiou O Globo , enquanto 200 agentes vistoriavam o prédio central - localizado no bairro de Constitución - mais 50 inspetores se dirigiam a outras sete empresas do grupo de comunicação. A oposição classificou a atitude como atentado contra a liberdade de expressão.
A inspeção da AFIP aconteceu uma semana depois do início da polêmica levantada no Congresso sobre a aprovação da nova lei de serviços audiovisuais do país. Se aprovado, o texto assinado pela presidente Cristina Kirchner levará o governo a deter o controle sobre um maior número de empresas do setor, além de levar ao fechamento de mais de 236 licenças do grupo Clarín.
Segundo empregados do Clarín, os inspetores da AFIP atuaram de forma agressiva durante a operação e tentaram impedir a cobertura da ação pelos jornalistas da casa. É a primeira vez, em 64 anos, que a instituição é alvo de blitz da Receita. "Estamos vivendo uma etapa que parece mais ditadura do que democracia", disse o editor-geral adjunto do jornal, Ricardo Roa.
No início da noite, inspetores realizaram a operação nas residências dos diretores do grupo. Sem dar explicações, os agentes pediram documentos dos executivos comprobatórios fiscais dos executivos.
"O governo está buscando ter mais poder e controlar a imprensa, com uma lei que tem como objetivo principal distribuir licenças de meios de comunicação ente grupos amigos, criticou Roa. Ainda segundo ele, "chamou a atenção" o fato de que, no mesmo dia da inspeção, o jornal Clarín havia denunciado irregularidades na entrega de um subsídio de US$ 2,5 milhões a uma empresa por um órgão que depende de Ricardo Echegay, diretor da AFIP.
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