Queda nas vendas faz jornal americano deixar de circular e ser apenas online
Queda nas vendas faz jornal americano deixar de circular e ser apenas online
Com a queda de vendas dos jornais impressos e o aumento do acesso às versões dos mesmos na Internet, os meios de comunicação têm tentado antecipar o dia em que, segundo alguns especialistas, os jornais deixarão a tinta e o papel.
Este dia chegou na cidade de Madison, em Winsconsin, nos Estados Unidos, onde, depois de 90 anos de vida, o diário vespertino The Capital Times , parou de ser impresso para se dedicar exclusivamente à sua publicação online.
Diante da queda de suas vendas, que baixaram 17 mil exemplares nos últimos anos (menos de metade do que vendia nos anos 70), o Capital Times decidiu retirar a sua versão impressa das bancas, mudando de forma e de tamanho. E, além de ser apenas produzido para a web, o a sua redação foi reduzida de 60 para 40 empregados, dntre os quais sete recém-contratados na área da produção multimídia.
"Compreendemos que estávamos perdendo os nossos leitores. Quisemos ir um pouco mais rápido, um pouco mais longe, embora esta tendência já esteja em todo a parte", afirmou o diretor Clayton Frink em entrevista ao Times .
Apesar de ter posto um ponto final à utilização de papel e tinta, o jornal terá a seu cargo a produção de um guia cultural, o suplemento "77 Square", e um pequeno jornal com as notícias publicadas no seu site, ambos lançados semanalmente no jornal estatal de Wisconsin.
A decisão, que conquistou a imprensa norte-americana, ilustra o declínio dos periódicos nos Estados Unidos, onde os leitores cada vez mais preferem informar-se gratuitamente na Internet. Centenas de jornais em todo o país têm sofrido com a queda das suas vendas e com a crescente procura publicitária nos seus sites.
Segundo a Associação de Jornais Americanos (AJA), apesar dos sites dos diários - que são quase todos gratuitos - terem sido visitados por 66 milhões de internautas no primeiro trimestre de 2008, com um aumento de visitas de 12%, os diários norte-americanos vivem atualmente uma crise financeira que o êxito das publicações online está longe de compensar. Segundo a AJA, os anúncios na Internet são baratos e os lucros online" representam nos EUA 3,2 milhões de dólares, contra 42 milhões do papel.
"Esta tendência é estrutural", assegura Andrew Davis, presidente do American Press Institute, numa entrevista concedida à revista DMNews . "Estamos perante um clássico caso de inovação prejudicial, em que a indústria tradicional tem sido afetada por um novo e mais barato ator", acrescenta. No entanto, Davis admite: "Não pode ser só tinta e papel...se bem que a tinta sobre o papel perdurará por algum tempo".
As informações são do site Publico
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