Público seria menos arredio às propagandas se lucrasse com elas, diz pesquisa
Público seria menos arredio às propagandas se lucrasse com elas, diz pesquisa
Uma pesquisa mundial revelou que as pessoas acham que existe publicidade em demasia em todos os meios, mas que 40% delas estariam dispostas a aceitar ainda mais propaganda caso fossem recompensadas financeiramente por isso.
Produzida no mês de setembro pelo grupo de marketing Syvonate, a pesquisa apontou que a proposta teve mais aceitação na Espanha, Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e China. Na opinião do grupo de pesquisa, a ideia deveria ser considerada pelo setor publicitário, o qual foi duramente prejudicado pela crise econômica. Brasil, Hong Kong, Holanda, índia, Taiwan e Canadá também participaram do levantamento.
"Apesar da grande maioria de pessoas em cada mercado... dizer que há publicidade demais na TV, 42 por cento delas estariam dispostas a aceitar ainda mais anúncios em troca de um desconto em suas assinaturas", informou Steve Garton, diretor executivo de mídia da Synovate em um comunicado, segundo informa a agência de notícias Reuters.
Garton acrescentou que uma das soluções para o enfraquecimento do mercado publicitário pode estar na fragmentação da publicidade. "O modelo é uma ideia interessante para o setor. Se pudesse ser vinculado a publicidade mais dirigida, mais relevante... talvez resultasse em maiores receitas em uma audiência cada vez mais fragmentada".
Participaram da pesquisa 8,6 mil pessoas em 11 países que disseram ao Syvonate o que pensam a respeito de mídia e publicidade.
Para dois terços dos entrevistados, há comerciais demais na TV, e 39% dissera haver propaganda demais na Internet. A pesquisa mostrou também que 87% tentavam evitar de alguma forma publicidade no rádio e na televisão. Para isso desligavam o aparelho ou simplesmente mudavam de canal. Dois terços dos entrevistados disseram que evitam sumariamente sites da Internet com publicidade intrusiva.
A respeito da mídia favorita, 70% apontaram a Internet como indispensável, superando por pouco a televisão, a qual é vista como indispensável por 69% deles.
Leia mais






