Publicidade do Ministério da Justiça sobre imigração gera polêmica nas redes sociais

Uma imagem divulgada na página do Ministério da Justiça no Facebook gerou polêmica entre os internautas na última terça-feira (13/10). A peça, que mostra um jovem negro com os dizeres: "Meu avô é angolano e meu bisavô é ganês.

Atualizado em 15/10/2015 às 15:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Ministério da Justiça no Facebook gerou polêmica entre os internautas na última terça-feira (13/10). A peça, que mostra um jovem negro com os dizeres: "Meu avô é angolano e meu bisavô é ganês. Brasil, a imigração está no nosso sangue", faz parte de uma campanha para combater a xenofobia e a intolerância no país, mas foi considerada preconceituosa.
Crédito:Reprodução Peça casou polêmica por ser entendida como referência à escravidão
Nos comentários, usuários da rede social disseram que escravos africanos que foram forçados a vir ao Brasil não podem ser confundidos com imigrantes. "Que campanha problemática é essa? Escravos trazidos a força não foi imigração, tráfico de pessoas não foi imigração", comentou uma usuária.
Outros internautas defenderam a publicidade. "Nem todos os negros que vieram para o Brasil foram por meio da escravidão, alguns imigraram sim em busca de emprego e vida melhor. No caso do avô e bisavô deste rapaz do post, ele teria que ser idoso para ter bisavós escravos. Questão de interpretação. Racista é pensar que todos os negros que vieram eram escravos."
O Ministério da Justiça respondeu aos comentários e lamentou que a peça gerou interpretações associando escravidão e imigração. "Essa absolutamente não era a intenção, e por esse motivo pedimos desculpas", escreveu o órgão.
De acordo com o Ministério, a ideia era "sensibilizar quanto à importância de enfrentar toda forma ódio, preconceito e a intolerância, inclusive o racismo, além de mostrar que a sociedade brasileira é composta de descendentes de imigrantes de todas as partes do mundo, que ajudaram a construir o país que conhecemos hoje."