PSDB quer explicação de jornalista sobre acesso aos dados fiscais de Eduardo Jorge
PSDB quer explicação de jornalista sobre acesso aos dados fiscais de Eduardo Jorge
*Atualizada às 19h02
Os advogados do PSDB entregaram representação ao Tribunal Superior Eleitoral requisitando, entre outras demandas, que o jornalista Leonardo Souza, da Folha de S.Paulo , preste esclarecimentos sobre a violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao partido.
Leonardo Souza afirma ter recebido dados fiscais de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, das mãos de integrantes da campanha de Dilma Rousseff.
A representação tucana cita, ainda, Dilma Rousseff, o coordenador de campanha Fernando Pimentel, o consultor Luiz Lanzetta, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e o corregedor da Receita, Antonio Carlos Costa D'ávila. Teoricamente, o caso pode tornar inelegíveis todos os envolvidos, o que tiraria Dilma Rousseff da disputa pela Presidência.
Segundo informa o portal da revista Veja , o PSDB argumenta que o Governo tem utilizado a máquina pública para fins eleitorais e com a intenção de prejudicar a campanha de José Serra.
Com base no caso de Eduardo Jorge, os advogados citam também a violação dos sigilos do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros e da filha do presidenciável tucano, Verônica Serra.
Para José Eduardo Alckmin, advogado do partido, o Governo tenta despistar o caso. Para ele, a versão sugerida pelo ministro da Justiça, Luis Paulo Barreto, de que a quebra de sigilo teria sido feita por criminosos comuns, sem motivação política, não passa de uma "cortina de fumaça".
Arquivamento
No final da tarde desta quinta-feira (02), o corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho, determinou o arquivamento da representação que pedia a cassação da candidatura de Dilma Rousseff.
Na opinião do ministro, as provas apresentadas pelos advogados do PSDB não são suficientes para confirmar a participação da campanha da Dilma na quebra de sigilo.
No entanto, Passarinho indicou que as investigações não cabem ao TSE, mas devem continuar sob responsabilidade do Ministério Público Federal.
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