Protesto no Quênia pede libertação de jornalistas da Al-Jazira detidos no Egito

Na última terça-feira (4/2), manifestantes se reuniram nas ruas do Quênia em solidariedade aos jornalistas detidos no Egito, em especial ao australiano Peter Greste, que viveu muitos anos no país.

Atualizado em 05/02/2014 às 10:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Alguns profissionais de imprensa também publicaram, em suas redes sociais, imagens com cartazes para pedir a libertação dos repórteres.
Crédito:Reprodução Christiane Amanpour, da CNN, mostrou cartaz de protesto a favor de jornalistas da Al Jazeera
De acordo com o jornal Público , a jornalista Christiane Amanpour mostrou na CNN um cartaz com a hashtag #FreeAJStaff para prestar solidariedade aos cerca de 20 jornalistas da Al-Jazira presos e procurados pela justiça do país. Quatro deles são acusados de publicar “notícias falsas” e ajudar membros da Irmandade Muçulmana.
Rena Netjes, jornalista holandesa procurada pelas autoridades egípcias como participante em uma conspiração terrorista, conseguiu deixar o país. A correspondente do jornal Parool e da rádio BNR somente conseguiu voltar para Amsterdã após a intervenção das autoridades holandesas.
EUA manifestam preocupação
O governo dos Estados Unidos manifestou sua "grande preocupação" pelas "restrições" à liberdade de imprensa no Egito e afirmou que pediu às autoridades a retirada das acusações apresentadas contra 20 jornalistas da Al Jazeera.

"Expressamos estas preocupações diretamente ao governo do Egito", explicou hoje em sua entrevista coletiva diária o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Além disso, "instamos energicamente" o governo egípcio a que retire as acusações contra os jornalistas e a "libertar" os que foram detidos, acrescentou.

Assista ao vídeo: