Promotor pede 7 anos de prisão para jornalista que “chantageou” presidente turco no Twitter
O jornalista teria "ofendido e chantageado" presidente turco pelo seu perfil oficial no microblog. Ele foi acusado por insultar o político.
Atualizado em 13/11/2014 às 20:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um jornalista poderá ser preso por até sete anos por "insultar e chantagear" o atual presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan pelo . Pelo menos essa é a intenção de um promotor criminal da cidade de Anatolia, que considerou algumas postagens publicadas pelo profissional de imprensa como ofensivas ao político que, na época, atuava como primeiro-ministro.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista é acusado de chantagear Erdogan no microblog
Segundo o portal Todays Zaman, Siddik Çinko é membro do Ministério Público do país e autor da queixa-crime contra o repórter Mehmet Baransu. No requerimento, ele alega que o réu havia divulgado diversas mensagens ofensivas e com conteúdos pejorativos ao chefe do Executivo. A acusação informa, ainda, que o repórter não compareceu ao seu escritório para depor, embora tenha sido convocado.
A pena estipulada entre dois a sete anos, conforme consta nos autos, seria baseada no Código Penal Turco (TCK, na sigla em inglês). A 2ª Vara Criminal de primeira instância de Anatolia aceitou a ação e realizará uma audiência sobre o caso nos próximos dias. Crítico do governo, Baransu foi brevemente no início de agosto quando cobria uma operação sobre as autoridades policiais.
Pelo seu perfil no microblog, ele escreveu que quatro policiais o arrastaram e agrediram. No espaço, também postou fotos de seu braço ferido. Em março, uma gravação divulgada no YouTube mostra uma suposta conversa entre o ex-governador de Istambul, Hüseyin Avni Mutlu, com o Ministro do Interior Efkan Ala. Nela, Ala teria ordenado Mutlu a encomendar um atentado à casa do jornalista e prendê-lo por publicar documentos de Estado relacionados à corrupção.
"Detenha-o imediatamente. Ele está cometendo um crime e ninguém fez nada contra ele. Enquanto continua publicando os documentos é impossível falar sobre a existência de um Estado", teria dito Ala no clipe de áudio publicado na internet.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista é acusado de chantagear Erdogan no microblog
Segundo o portal Todays Zaman, Siddik Çinko é membro do Ministério Público do país e autor da queixa-crime contra o repórter Mehmet Baransu. No requerimento, ele alega que o réu havia divulgado diversas mensagens ofensivas e com conteúdos pejorativos ao chefe do Executivo. A acusação informa, ainda, que o repórter não compareceu ao seu escritório para depor, embora tenha sido convocado.
A pena estipulada entre dois a sete anos, conforme consta nos autos, seria baseada no Código Penal Turco (TCK, na sigla em inglês). A 2ª Vara Criminal de primeira instância de Anatolia aceitou a ação e realizará uma audiência sobre o caso nos próximos dias. Crítico do governo, Baransu foi brevemente no início de agosto quando cobria uma operação sobre as autoridades policiais.
Pelo seu perfil no microblog, ele escreveu que quatro policiais o arrastaram e agrediram. No espaço, também postou fotos de seu braço ferido. Em março, uma gravação divulgada no YouTube mostra uma suposta conversa entre o ex-governador de Istambul, Hüseyin Avni Mutlu, com o Ministro do Interior Efkan Ala. Nela, Ala teria ordenado Mutlu a encomendar um atentado à casa do jornalista e prendê-lo por publicar documentos de Estado relacionados à corrupção.
"Detenha-o imediatamente. Ele está cometendo um crime e ninguém fez nada contra ele. Enquanto continua publicando os documentos é impossível falar sobre a existência de um Estado", teria dito Ala no clipe de áudio publicado na internet.





