Processo contra jornalista angolano evidencia acúmulo de riqueza da elite do país
Rafael Marques é acusado de difamação após criticar generais do Exército em seu livro "Diamantes de Sangue”
Atualizado em 30/03/2015 às 12:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
No último sábado (28/3), teve início o julgamento do jornalista angolano Rafael Marques, acusado de difamação após criticar sete generais do Exército em seu livro "Diamantes de Sangue”. O processo é avaliado em US$ 1,2 milhão (R$ 3,8 milhões). Se for considerado culpado, ele pode ser condenado a nove anos de prisão.
Crédito:Reprodução Jornalista pode ser condenado à prisão por criticar generais em livro
De acordo com a BBC, um pequeno grupo de simpatizantes que se reuniu em frente ao tribunal foi preso e uma mulher espancada. A obra de Marques, resultado de uma investigação iniciada em 2004, denuncia alegadas violações dos direitos humanos, incluindo torturas e assassinatos de trabalhadores da extração mineira na região das Lundas, na Angola.
O processo contra o jornalista evidenciou o acúmulo de riqueza pela elite. Os generais integram o grupo que gira em torno do presidente José Eduardo dos Santos após seu investimento nas reservas de petróleo e diamantes do país.
Depois de o conflito de quarenta anos ter encerrado em 2001, a economia da angola teve um boom. De acordo com auditores da Ernst and Young, foi o país com o crescimento mais rápido do mundo entre 2000 e 2010.
A elite angolana vive praticamente desconectada do resto dos 20 milhões de habitantes. Cerca de 70% da população do país sobrevive com menos de US$ 2 por dia e 90% vive em favelas de Luanda.
Crédito:Reprodução Jornalista pode ser condenado à prisão por criticar generais em livro
De acordo com a BBC, um pequeno grupo de simpatizantes que se reuniu em frente ao tribunal foi preso e uma mulher espancada. A obra de Marques, resultado de uma investigação iniciada em 2004, denuncia alegadas violações dos direitos humanos, incluindo torturas e assassinatos de trabalhadores da extração mineira na região das Lundas, na Angola.
O processo contra o jornalista evidenciou o acúmulo de riqueza pela elite. Os generais integram o grupo que gira em torno do presidente José Eduardo dos Santos após seu investimento nas reservas de petróleo e diamantes do país.
Depois de o conflito de quarenta anos ter encerrado em 2001, a economia da angola teve um boom. De acordo com auditores da Ernst and Young, foi o país com o crescimento mais rápido do mundo entre 2000 e 2010.
A elite angolana vive praticamente desconectada do resto dos 20 milhões de habitantes. Cerca de 70% da população do país sobrevive com menos de US$ 2 por dia e 90% vive em favelas de Luanda.





