Presidente da China ignora repórter e "New York Times" publica editorial em resposta
Líder se negou a responder a pergunta sobre o trabalho da imprensa internacional
Atualizado em 14/11/2014 às 09:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornal americano The New York Times publicou na última quinta-feira (13/11) um em resposta à conduta do presidente da China, Xi Jinping, durante uma coletiva. O líder se negou a responder a pergunta de um repórter sobre o trabalho da imprensa estrangeira na China.
Crédito:Agência Brasil Presidente chinês negou-se a responder pergunta sobre liberdade de imprensa
Intitulado “Uma resposta ao presidente Xi Jinping”, o comunicado diz que o jornal não mudará sua linha editorial ou ceder a exigências de nenhum governo, nem da China nem de qualquer país, incluindo os Estados Unidos.
Na última quarta-feira (12/11), o jornalista havia questionado o presidente se ele pretendia colaborar com o trabalho da imprensa internacional ao facilitar a emissão de vistos para profissionais estrangeiros. Após ouvir a tradução, Jinping tirou o fone de ouvido e ignorou a pergunta.
Após o episódio, o líder chinês disse que as limitações impostas ao trabalho da imprensa eram apenas uma consequência da linha editorial adotada das publicações internacionais. Para ele, a cobertura no país é "controversa e desfavorável".
No texto, o NYT reforça que a China tem uma população de mais de um bilhão de pessoas, e que, portanto, é obrigação do jornal manter a cobertura fiel aos fatos. A publicação diz ainda que exigir que profissionais da imprensa alterem o conteúdo do seu trabalho é uma exigência que serve apenas aos interesses do governo.
A China tem negado, regularmente, o visto para repórteres do The New York Times e já bloqueou uma série de vezes o acesso dos chineses à versão em chinês e em inglês do jornal na internet após uma matéria publicada em 2012 que abordava da riqueza da elite política no país.
Crédito:Agência Brasil Presidente chinês negou-se a responder pergunta sobre liberdade de imprensa
Intitulado “Uma resposta ao presidente Xi Jinping”, o comunicado diz que o jornal não mudará sua linha editorial ou ceder a exigências de nenhum governo, nem da China nem de qualquer país, incluindo os Estados Unidos.
Na última quarta-feira (12/11), o jornalista havia questionado o presidente se ele pretendia colaborar com o trabalho da imprensa internacional ao facilitar a emissão de vistos para profissionais estrangeiros. Após ouvir a tradução, Jinping tirou o fone de ouvido e ignorou a pergunta.
Após o episódio, o líder chinês disse que as limitações impostas ao trabalho da imprensa eram apenas uma consequência da linha editorial adotada das publicações internacionais. Para ele, a cobertura no país é "controversa e desfavorável".
No texto, o NYT reforça que a China tem uma população de mais de um bilhão de pessoas, e que, portanto, é obrigação do jornal manter a cobertura fiel aos fatos. A publicação diz ainda que exigir que profissionais da imprensa alterem o conteúdo do seu trabalho é uma exigência que serve apenas aos interesses do governo.
A China tem negado, regularmente, o visto para repórteres do The New York Times e já bloqueou uma série de vezes o acesso dos chineses à versão em chinês e em inglês do jornal na internet após uma matéria publicada em 2012 que abordava da riqueza da elite política no país.





