Presidente da Bolívia processa jornalista por difamação

O presidente boliviano Evo Morales processou o jornalista Humberto Vacaflor por dizer durante um programa que o governante ordenou o assassinato de um policial e de sua esposa, em 2000, na região de Chapare, no centro do país.

Atualizado em 29/07/2016 às 17:07, por Redação Portal IMPRENSA.

o jornalista Humberto Vacaflor por dizer, durante um programa, que o governante ordenou o assassinato de um policial e de sua esposa, em 2000, na região de Chapare, no centro do país.
Crédito:divulgação Evo Morales processou o jornalista Humberto Vacaflor por dizer que o governante ordenou o assassinato de um casal De acordo com a agência de notícias Efe, um tribunal de La Paz solicitou informações à Católica TV sobre o programa, transmitido em 4 de julho, em que o jornalista acusou o presidente enquanto falava por Skype com o político Ivan Arias, outro convidado.
Durante a atração, Vacaflor questionou Arias sobre a morte do casal. O político, que era amigo de Morales à época do crime, explicou o contexto do período. Em seguida, o jornalista declarou: "Mas o terrível é que assassinaram um casal, não? Os cocaleiros por ordem de Evo Morales".
No processo de difamação, o advogado de Morales, Alex Mosteiros, destacou que as declarações fazem "alusões difamatórias, caluniosas e injuriosas" contra a imagem do líder. O jornalista assegurou que diversas testemunhas, incluindo uma ex-deputada, falam sobre suposta ligação do presidente com o assassinato.
Vacaflor prestará depoimento em agosto e vai pedir para que seu caso seja julgado por um tribunal específico de denúncias contra jornalistas. Se for condenado, ele pode ser condenado de três meses a seis anos de prisão. "Morales está tentando punir todos os que o incomodaram alguma vez. É o resultado da amargura de ele ter perdido o referendo de fevereiro para se reeleger", disse.