Presidente da ABTA defende medidas que controlem teles no mercado de TV paga
Presidente da ABTA defende medidas que controlem teles no mercado de TV paga
Durante uma audiência pública na última quinta-feira (13), Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), defendeu a implantação de medidas que estimulem a competição no setor de telecomunicações antes que o mercado de TV por assinatura seja aberto às empresas de telefonia.
| Divulgação/ABTA |
| Alexandre Annenberg |
Na prática, as teles já estão no mercado da TV por assinatura: a Embratel é uma das controladoras da Net, e a Telefônica comprou as operações de TV por microondas da TVA e lançou uma operação própria de TV via satélite. Além disso, tem 19,9% de participação entre os assinantes da operação de cabo da TVA. A Sky, apesar de não ter nenhuma tele como acionista, mantém acordos para venda de serviços em conjunto com a Brasil Telecom e a TIM.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o PL 29 quer permitir maior participação das concessionárias de telefonia nas empresas de TV a cabo para que elas possam oferecer pacotes com telefonia, internet e televisão para manter os melhores clientes. Para as concessionárias de telefonia local (Telefônica, Oi e Brasil Telecom), a TV paga é considerada essencial para garantir aumento da receita e evitar a saída de assinantes.
Para Otavio Jardanovski, diretor da consultoria Pay-TV Survey (PTS), estatisticamente o impacto da entrada das telefônicas no mercado de TV paga ainda é pequeno. "A estratégia de entrada é mais para conhecer o assinante e se defender num primeiro momento", declarou.
José Luís Volpini, diretor de Mídia e Conteúdo da Oi, afirmou que a empresa vai entrar no mercado de maneira agressiva, e tem previsão de iniciar as operações no primeiro trimestre de 2009. "Preço e serviço são determinantes. Essa política agressiva faz parte do nosso dia-a-dia. Na telefonia celular, por exemplo, não praticamos subsídios, mas temos uma política agressiva de preço do minuto", explicou. "O preço é alto porque não há concorrência. A razão é esta, ainda que os gestores das empresas de TV a cabo queiram discutir que a gente vai entrar e estragar o mercado", completou Volpini.
A Embratel também planeja lançar seu serviço entre o fim deste ano e o começo do próximo. "Neste momento, a classe C almeja novos serviços, e vamos entrar complementando a cobertura da Net", disse Antonio João, diretor-executivo de TV por Assinatura da Embratel.
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