Premiê húngaro pede que Parlamento Europeu não interfira na lei de comunicação do país
Premiê húngaro pede que Parlamento Europeu não interfira na lei de comunicação do país
Atualizado em 19/01/2011 às 15:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, pediu, nesta quarta-feira (19), que o Parlamento Europeu (PE) não interfira na questão da nova lei de mídia de seu país, alvo de críticas da comunidade internacional por possibilitar o fechamento de redações e multas pesadas contra os que infringirem a nova legislação.
O pronunciamento de Órban, também à frente da Presidência da União Europeia desde 1° de janeiro, ocorreu na Assembleia de Estrasburgo, na França, na qual foi recebido por deputados da Câmara Europeia com mordaças e manchetes de jornais com a palavra "censurado", em protesto à nova lei de comunicação social húngara.
Segundo informa a agência de notícias EFE, o objetivo do discurso do premiê era prestar contas sobre as prioridades de seu semestre à frente da União Europeia (UE). No entanto, a polêmica da lei de mídia na Hungria ofuscou seu pronunciamento.
Prevendo que seria alvo de críticas, já no início de sua fala Órban advertiu os presentes de que não deveriam misturar "a política interna húngara" com a Presidência da UE.
"Se misturarem os dois planos estou preparado para a luta, mas isso não prejudicará só a Hungria, mas toda a União", alertou o primeiro-ministro.
Mesmo diante da postura de Órban, a Comissão Europeia está analisando a nova lei, sobre a que já expressou contrariedade, e deve pedir explicações, ainda esta semana, a Budapeste sobre alguns de seus pontos.
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| Divulgação |
| Viktor Órban |
Segundo informa a agência de notícias EFE, o objetivo do discurso do premiê era prestar contas sobre as prioridades de seu semestre à frente da União Europeia (UE). No entanto, a polêmica da lei de mídia na Hungria ofuscou seu pronunciamento.
Prevendo que seria alvo de críticas, já no início de sua fala Órban advertiu os presentes de que não deveriam misturar "a política interna húngara" com a Presidência da UE.
"Se misturarem os dois planos estou preparado para a luta, mas isso não prejudicará só a Hungria, mas toda a União", alertou o primeiro-ministro.
Mesmo diante da postura de Órban, a Comissão Europeia está analisando a nova lei, sobre a que já expressou contrariedade, e deve pedir explicações, ainda esta semana, a Budapeste sobre alguns de seus pontos.
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