Premiado e colaborador da AFP, Valdez é 5º jornalista assassinado no México em 2017

O jornalista mexicano Javier Valdez Cárdenas, que trabalhava para veículos locais e era colaborador da AFP, foi assassinado a tiros em Culiacán, capital do Estado de Sinaloa, no noroeste do México.

Atualizado em 16/05/2017 às 12:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Valdez, fundador do semanário Ríodoce e correspondente do jornal nacional La Jornada, foi premiado em várias ocasiões por suas reportagens sobre o narcotráfico e o crime organizado. Ele é o quinto jornalista assassinado no país este ano, terceiro mais perigoso do mundo para exercer a profissão, segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Crédito:Reprodução Twitter

De acordo com informações da AFP, Valdez foi baleado na segunda-feira ao meio-dia, perto dos escritórios do Ríodoce, veículo que se converteu em uma plataforma a partir da qual narrou os estragos da violência e do narcotráfico. Ele dirigia seu carro quando foi interceptado e alvejado.


Valdez, de 50 anos e pai de família, dedicou grande parte de suas quase três décadas de carreira a investigar as atividades dos cartéis, em especial o de seu estado liderado há até pouco tempo pelo sanguinário Joaquín “El Chapo” Guzman, segundo a AFP. Sua última colaboração com a AFP foi precisamente para informar sobre a guerra interna desencadeada desde a extradição de Guzmán entre várias facções que disputam a liderança da organização.


Em 2016, 11 jornalistas foram mortos no México, segundo o informe anual “Libertades en Resistencia” do Article 19, organização independente de direitos humanos com a missão de promover o direito e a liberdade de expressão. O resultado revela que 2016 foi o ano mais violento para jornalistas no México desde 2000.