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Polícia procura prefeito paraguaio suspeito de matar repórter na fronteira com o Brasil

Crime ocorreu na última quinta-feira (16/10)

A polícia do Paraguai trabalha em conjunto com a brasileira nas buscas por Vilmar Acosta, prefeito da cidade paraguaia de de Ypejhu e integrante do Partido Colorado, que governa o país, por seu envolvimento com a morte do jornalista Pablo Medina, 53, e de sua assistente, Antonia Almada, 19.
Crédito:Reprodução/Facebook Polícia procura prefeito paraguaio suspeito de matar repórter na fronteira com o Brasil Pablo Medina (foto) pode ter sido morto por prefeito da cidade paraguaia de Ypejhu
De acordo com a EFE, o irmão do prefeito, Wilson Acosta, também é procurado. Ele é suspeito de ser um dos autores materiais do crime ocorrido na última quinta-feira (16/10), no departamento de Canindeyú, fronteira com o Brasil.
A promotoria da cidade de Curuguaty, a principal do departamento, suspeita que os dois poderiam ter atravessado a fronteira com o Brasil. Acosta e seu irmão são considerados foragidos desde o último sábado (18/10).
O jornalista, correspondente do jornal ABC Color , foi morto junto com a assistente quando viajavam em um automóvel numa estrada do departamento de Canindeyú. A única sobrevivente é Juana Ruth Almada, irmã de Antonia, que viajava no mesmo veículo e relatou o ocorrido.
Em entrevista à rádio Primero de Marzo, o defensor do prefeito, Vicente Alderete, disse que falou pela última vez com ele na última sexta (17/10) e que o aconselhou a se colocar à disposição da Justiça.
A deputada do departamento de Canindeyú, Cristina Villalba, negou qualquer envolvimento com a fuga de Acosta, como foi divulgado em alguns jornais da região. O ABC Color , entretanto, informou que Cristina também integra o Partido Colorado e é protetora de Acosta. A política rebateu as acusações e disse que também sugeriu que o prefeito "se entregasse".
O ministro do Interior, Francisco de Vargas, afirmou que aplicará medidas de segurança policial para os jornalistas radicados em Curuguaty e para os enviados ao local como correspondentes para cobrir o crime.
Pablo Medina denunciava as atividades da produção de maconha do Paraguai e o suposto envolvimento de alguns políticos com o narcotráfico.

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