Polícia pode indiciar jovem que conduziu carro até residência de Glauco

Polícia pode indiciar jovem que conduziu carro até residência de Glauco

Atualizado em 16/03/2010 às 08:03, por Redação Portal IMPRENSA.

A Polícia de São Paulo pretende indiciar Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos, por favorecimento pessoal ou coautoria no assassinato do cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e de seu filho, Raoni Villas Boas, de 25 anos, mortos na madrugada da última sexta-feira (12). O jovem conduziu o veículo utilizado por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, para chegar até a residência do cartunista, em Osasco (SP).

Segundo informou o jornal O Estado de S.Paulo , o possível indiciamento de Iasi deve ocorrer após os depoimentos do principal suspeito. A polícia quer saber se o motorista sabia das intenções do jovem em seqüestrar a família de Glauco. Nunes queria que a família do cartunista o acompanhasse até sua residência para que comprovassem que ele era "Jesus Cristo".

Durante a abordagem, Glauco conseguiu convencer o jovem para que apenas ele fosse levado, deixando o restante da família em casa. Ao saírem da residência, se depararam com Raoni chegando. Em meio à discussão, Cadú, como é conhecido, atirou contra o pai e o filho, que chegaram a ser socorridos, mas morreram.

Em depoimento de mais de cinco horas à polícia, no último domingo (14), Iasi disse que foi obrigado por Cadú a conduzir o veículo. Afirmou ainda que foi apanhado quando passava pela Praça Pan-americana, em Pinheiros, e levado até a casa. No depoimento, Iasi contou que fugiu do local durante a discussão entre Nunes e Glauco. Por falta de provas conclusivas e por ter bons antecedentes, Iasi foi liberado.

Em contrapartida, a mulher do cartunista, Beatriz Galvão, contou à polícia que Iasi presenciou as agressões contra seu marido, sem nada ter feito. Ela não soube explicar se o jovem deu cobertura a Nunes na fuga.

O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, da Delegacia Seccional de Osasco, também ouviu o estudante João Pedro Correia da Costa, de 32 anos. Ele disse ter chegado de carro na noite de sexta com Raoni e que Nunes teria atirado contra sua direção. Costa afirmou ainda à polícia que viu um "vulto" acompanhando Nunes na fuga.

Para o advogado de Iasi, Cássio Paoletti Júnior, a versão de seu cliente não muda "porque é a verdade". Ele considera antecipado um indiciamento do jovem até que sejam concluídos todos os depoimentos do caso.

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