Polícia não encontra provas de estupro denunciado pela "Rolling Stone" nos EUA

Revista se retratou em dezembro ao admitir ter cometido um erro ao confiar na versão de uma suposta vítima

Atualizado em 24/03/2015 às 10:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última segunda-feira (23/3), os detetives da polícia de Charlottesville, encarregados pela investigação de um suposto estupro coletivo em um campus da Universidade de Virgínia (EUA), denunciado pela revista Rolling Stone , informaram não ter encontrado qualquer evidência do crime.
Crédito:Reprodução Polícia não comprova denúncia de estupro divulgado pela revista
De acordo com a Associated Press, a publicação americana se em dezembro do ano passado ao admitir ter cometido um erro ao confiar na versão de uma suposta vítima do incidente, que teria ocorrido em setembro de 2012.
Divulgada em 19 de novembro, a matéria provocou manifestações estudantis e a suspensão das fraternidades da Universidade de Virgínia, além de deflagrar um debate nacional sobre violência sexual.
Segundo a polícia, a suposta vítima, identificada como Jackie, conversou diversas vezes com os detetives, mas não soube explicar como ocorreu o estupro coletivo. "Não estamos em condições de concluir de forma substancial que houve um incidente na casa da fraternidade Phi Kappa Psi ou em qualquer outra fraternidade", afirmou o chefe da polícia, Timoteo Longo.
"Isto não significa que algo terrível não tenha ocorrido a Jackie. Simplesmente não foi possível reunir dados suficientes para determinar o que ocorreu", acrescentou ele.