Polícia de Portugal prende supostos membros do Anonymous por ataques a sites do país

Endereços eletrônicos de órgãos públicos e de empresas foram afetados desde abril do ano passado

Atualizado em 27/02/2015 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quinta-feira (26/2), a Polícia de Portugal prendeu sete pessoas acusadas de promover ataques virtuais a diversos órgãos públicos e empresas do país desde abril de 2014. Os atos foram reivindicados pelo grupo Anonymous.
Crédito:Divulgação Hackers foram presos após ciberataques em Portugal
Segundo a EFE, a Polícia Judiciária (PJ) disse que os detidos são acusados de crimes de acesso ilegítimo, dano e sabotagem informática. Eles foram enquadrados na lei lusitana de crime eletrônico, além de formação de quadrilha.
Os ataques ocorreram em servidores que hospedam as páginas da própria procuradoria portuguesa, a Polícia Judiciária, o Conselho Superior da Magistratura, a empresa de energia EDP e a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.
Desde o início da investigação, seis homens e uma mulher entre 17 e 40 anos de idade nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa. Além deles, há outras 14 pessoas envolvidas nos ciberatauqes. Os agentes também apreenderam dezenas de computadores que serão objeto de análise.
Os hackers tiveram acesso a dados confidenciais de quase 2.000 promotores e publicaram na internet informações pessoais como e-mails e números de telefone. Para a polícia, os ataques fizeram com que as instituições sofressem "um claro dano de imagem em termos de confiabilidade e segurança".