PMs são suspeitos de ameaçar jornalistas em cobertura de audiências no Vale do Aço (MG)
Pelo menos seis policiais militares são investigados por suspeita de ameaçar testemunhas de um dos crimes apurados pelo Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Ipatinga, no Vale do Aço (MG).
Segundo o jornal O Tempo , após as mortes do jornalista Rodrigo Neto e do fotógrafo Walgney Carvalho, os profissionais da imprensa da região ainda estão receosos e temem atos hostis. Três deles denunciaram ao Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) que receberam ameaças. Um dos profissionais contou ter sido seguido e fotografado por um militar à paisana.
“Estávamos na audiência e começamos a perceber os olhares e comentários dos PMs, que são amigos do cabo Victor. Isso soou como intimidação”, declarou uma jornalista, que solicitou anonimato. “Estou trabalhando em casa. O MP-MG pediu para termos cuidado, mas estou com medo”, confessou outro profissional.
Para a audiência de instrução no caso dos assassinatos de Rodrigo Neto e Walgney Carvalho, marcada para 9 de dezembro, o advogado Elizeu Borges, que representa o investigador Lúcio Lírio Leal, detido como suspeito do crime, disse que serão reveladas novas informações sobre as mortes dos profissionais. O defensor informou que já solicitou a revogação da prisão temporária de Leal.
Segundo o advogado, as ligações entre Leal e o outro suspeito, Alessandro Neves Augusto, o Pitote, apenas evidenciaram a amizade dos dois. No entanto, Borges pareceu acusar apenas Pitote como culpado. Ele alegou, o carro de Leal, captado por câmeras de segurança na cena do crime, poderia ter sido emprestado.
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