PM do Rio cogita limitar cobertura jornalística em operações após morte de cinegrafista
A Polícia Militar do Rio de Janeiro cogita estabelecer limites para a cobertura jornalística durante 'operações de guerra', após a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Gelson Domingos, no último domingo (6), durante um tiroteio na favela de Antares, informa O Estado de S.
Atualizado em 08/11/2011 às 12:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Paulo.
"Quando um policial falar 'daqui não podem passar', que eles entendam e, por segurança, obedeçam", afirmou o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, sobre possíveis critérios que serão discutidos com os sindicatos de cinegrafistas e jornalistas. "Sabemos que a palavra 'limite' tem conotação preocupante para a mídia, mas temos de ter limites, sim", ressaltou o coordenador de Comunicação Social da corporação, coronel Frederico Caldas.
As entidades jornalísticas, por sua vez, acreditam que o 'limite' deve ser colocado pelo próprio jornalista, que deve receber treinamento e informações necessárias para poder acessar o risco da cobertura. "Nenhuma cobertura vale a vida de um jornalista, mas não é a polícia que vai determinar se a imprensa vai fazer aquele trabalho ou não", comentou o diretor do International News Safety Institute da América Latina, Marcelo Moreira.
Entretanto, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro considerou que um "limite" de segurança seja uma "possibilidade". "Precisamos repensar como a cobertura é feita. Repórter não pode ficar em igualdade de condições com policial em linha de tiro", disse a presidente, Suzana Blass.
A morte do cinegrafista acendeu discussões a respeito do preparo dos jornalistas para situações de risco e o equipamento utilizado como proteção. Segundo a Band, o cinegrafista usava um colete à prova de balas tipo 3A, nível máximo para uso de civis, mas que não protege contra balas de fuzil. A Globo é a única emissora com permissão para usar o colete tipo 3, que protege contra este tipo de munição.
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"Quando um policial falar 'daqui não podem passar', que eles entendam e, por segurança, obedeçam", afirmou o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, sobre possíveis critérios que serão discutidos com os sindicatos de cinegrafistas e jornalistas. "Sabemos que a palavra 'limite' tem conotação preocupante para a mídia, mas temos de ter limites, sim", ressaltou o coordenador de Comunicação Social da corporação, coronel Frederico Caldas.
As entidades jornalísticas, por sua vez, acreditam que o 'limite' deve ser colocado pelo próprio jornalista, que deve receber treinamento e informações necessárias para poder acessar o risco da cobertura. "Nenhuma cobertura vale a vida de um jornalista, mas não é a polícia que vai determinar se a imprensa vai fazer aquele trabalho ou não", comentou o diretor do International News Safety Institute da América Latina, Marcelo Moreira.
Entretanto, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro considerou que um "limite" de segurança seja uma "possibilidade". "Precisamos repensar como a cobertura é feita. Repórter não pode ficar em igualdade de condições com policial em linha de tiro", disse a presidente, Suzana Blass.
A morte do cinegrafista acendeu discussões a respeito do preparo dos jornalistas para situações de risco e o equipamento utilizado como proteção. Segundo a Band, o cinegrafista usava um colete à prova de balas tipo 3A, nível máximo para uso de civis, mas que não protege contra balas de fuzil. A Globo é a única emissora com permissão para usar o colete tipo 3, que protege contra este tipo de munição.
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