Plágio de propaganda nazista leva à exoneração do Secretário da Cultura

O Secretário da Cultura Roberto Alvim foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (17), após a divulgação de um vídeo sobre um programa de apoi

Atualizado em 17/01/2020 às 16:01, por Redação Portal IMPRENSA.

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o às artes, em que ele parafraseia uma fala de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda na Alemanha Nazista. O vídeo foi alvo de críticas e manifestação da classe política.
Pelo Facebook, Alvim esclareceu que “o discurso foi escrito a partir de várias ideias ligadas à arte nacionalista, que me foram trazidas por assessores. Se eu soubesse da origem da frase, jamais a teria dito”. Ele afirmou também que repudia qualquer regime totalitário.
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Em nota, a presidência da República afirma que foi um "pronunciamento infeliz" e que "ainda que [Alvim] tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência", e reforça seu "repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas".
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Leonardo Sakamoto, pelo Twitter, diz que “Bolsonaro não fez mais do que sua obrigação ao demitir Roberto Alvim... já que o silêncio provaria apoio aberto”. Em sua coluna no UOL, Sakamoto lembra que o plágio foi notado primeiro pelo site Jornalistas Livres, e que Alvim “também copiou a estética de Goebbels, a aparência, as palavras escolhidas, o tom de voz, a trilha sonora”. Ele também destaca que o Secretário prestou um favor e “devolveu o nazismo ao seu lugar de direito, ou seja, junto a governos de extrema-direita”.
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Em entrevista à BBC News Brasil, o historiador alemão André Postert comenta que "uma referência aberta ao nazismo ou a políticos como Goebbels é mais ou menos impensável politicamente, mesmo para políticos da extrema direita”.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, ressaltou que os "setores do governo testam há meses os limites democráticos" e flertam com as ditaduras. E que o Secretário da Cultura "ultrapassou todos os limites ao optar pela clara e aberta apologia ideológica do regime nazista". Tinha também antecipado ontem que o secretário deveria ser afastado, "sob pena de o governo brasileiro se enquadrar internacionalmente como inimigo da democracia e da civilização".
Antes da decisão da exoneração, pelo Twitter, o Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia citou nota de O Globo e ressaltou que “o secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”.