"Pessoas que estão nas redes sociais são as mesmas que vão às urnas", diz gerente da MITI
Entre os dias 9 de outubro e 7 de novembro, a MITI Inteligência realizou um estudo sobre a atuação dos senadores nas redes sociais, considerando os indicados ao prêmio "Congresso em Foco", que condecora os parlamentares que se destacaram no cumprimento de suas obrigações.
De acordo com o estudo, o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) é o "mais atuante" nas redes sociais, com 248 mil seguidores no Twitter e 4.300 amigos no Facebook. No período analisado, ele foi citado cerca de 3.500 vezes, atingindo mais de 261 mil pessoas. O segundo colocado foi o senador Eduardo Suplicy.
Veja, abaixo, a entrevista exclusiva com Elizângela Gregoletti, gerente de Inteligência e Marketing da MITI.
IMPRENSA - Como surgiu a iniciativa deste estudo?
Elizângela - Foi uma iniciativa da própria MITI. A MITI realiza regularmente estudos e análises para o mercado. E a gente tem um canal no qual disponibilizamos análises que não foram encomendadas, mas que são de interesse da sociedade, para que as pessoas tenham conhecimento sobre o que está repercutindo nas mídias sociais, no próprio mercado editorial. Esse estudo sobre os senadores, a repercussão deles nas redes sociais, foi feito com o gancho do prêmio 'Congresso em Foco' que aconteceu recentemente. A gente selecionou os senadores indicados ao prêmio para avaliar como está a atuação deles nas mídias sociais, considerando a força das mídias sociais para a própria carreira política, já que o próximo ano é um ano eleitoral.
IMPRENSA - Este tipo de estudo deve se intensificar em 2012, ano de eleições?
Elizângela - Sem dúvida. A exemplo das últimas eleições, em que as mídias sociais foram muito utilizadas durante o período eleitoral, certamente no próximo ano não será diferente. A ideia é que elas possam ter uma influência ainda maior sobre os resultados, sobre o relacionamento entre os políticos e os eleitores, sobre as campanhas, os projetos. As mídias sociais devem ser utilizadas como um canal atuante neste relacionamento, entre político e eleitor. A ideia do monitoramento é poder mostrar que esses canais devem ser utilizados não só durante o período eleitoral, mas tem que ser utilizados como um canal para interação durante todo o mandato.
DivulgaçãoElizângela Gregoletti
IMPRENSA - Qual a metodologia, os critérios para realização deste estudo?
Elizângela - São critérios relevantes para as mídias sociais. Número de seguidores, de amigos, números de "likes" (curtir), abrangência - que na verdade significa o número de pessoas atingidas pelas mensagens postadas contendo o nome dos candidatos e dos senadores - e a própria influência, medida não só por esses números, mas também pela própria dinâmica de atuação deles na rede; por exemplo, a frequência com que eles postam, se eles interagem, se quando há uma pergunta, há uma resposta também...
IMPRENSA - Qual a influência das redes sociais na opinião pública?
Elizângela - É bastante forte. Na verdade, hoje as mídias sócias deixam de ser um caminho paralelo, direcionado apenas a parte da população e passam a ser consideradas como um canal de informação da população como um todo. Segundo dados do Ministério de Ciência e Tecnologia, eles acreditam que as redes sociais devem entrar com muita força em 2014, atingindo 100% da população conectada à internet. Elas devem influenciar por conta da facilidade com que as pessoas têm acesso à informação, de uma forma bastante efetiva. E as pessoas que estão presentes nas redes sociais são as mesmas que vão às urnas, que comentam sobre fatos que realmente interessam para elas na sociedade.
IMPRENSA - E as redes sociais estão tomando o lugar da imprensa?
Elizângela - Aí sim eu acho que é um caminho complementar. A gente vê inúmeros veículos de comunicação utilizando as redes sociais para complementar a discussão que eles abordaram. A gente não pode considerar que as redes sociais estão ocupando o espaço da imprensa ou que tendem a ocupar. Elas são mais uma via. E se num primeiro momento a pessoa não lia o jornal ou não acessava o site, ela está sendo impactada na rede dela com aquela informação. É a imprensa chegando de outras formas, atingindo a sociedade de outras formas. Mas não concorrente. Complementar.
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