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Pesquisa Perfil Racial da Imprensa Brasileira é prorrogada até 31/10

Jornalistas poderão responder ao questionário que visa mapear a pluralidade racial das redações do país

A pesquisa Perfil Racial da Imprensa Brasileira, promovida pelo Portal dos Jornalistas e Jornalistas & Cia foi prorrogada. Agora, profissionais da área têm até 31 de outubro para responder o questionário que visa mapear a diversidade entre os jornalistas do país.
Segundo Eduardo Ribeiro, diretor e fundador do Portal dos Jornalistas e do site Jornalistas & Cia, o estudo contribui para um raio-x "real e minucioso da realidade racial das redações", possibilitando o desenvolvimento de "políticas afirmativas de diversidade e inclusão, buscando um maior equilíbrio profissional". Crédito:Pixabay Igualdade Perfil Racial busca mapear a imprensa brasileira "Isso, se vier a acontecer, como esperamos que aconteça, ensejará mudanças importantes na imprensa, tanto na formulação das pautas e cobertura do dia a dia, quanto na abordagem, na linguagem, na adoção de fontes de informação e por aí vai. Se temos uma população majoritariamente negra, ter uma imprensa majoritariamente branca não reflete a realidade do País, muito menos na imprensa", afirma.
O executivo explica o porquê do foco da pesquisa ser nas redações, embora haja jornalistas nas mais diversas áreas atualmente, como nas agências de comunicação.
"O objetivo é examinar o ambiente que produz o jornalismo final, aquele que chega na sociedade, nem sempre com equilíbrio e diverso, como deveria ser. Não deixa de ser uma iniciativa que vai ao encontro do que temos visto hoje em empresas, instituições, estabelecimentos de políticas públicas buscando a diversidade, como a política de cotas. Nossa esperança é que o estudo possa incentivar outras atividades a desenvolverem estudos semelhantes para que se possa conhecer melhor o perfil racial de outras profissões, como médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, etc".
O resultado reforçará, "com elementos ainda mais críveis", diz Eduardo, uma realidade já mostrada pelos Censos: apesar de estarmos em um país onde 56% da população se declara preta ou parda, segundo a PNAD 2019, nossas redações estão longe de refletir tal pluralidade.
"Temos duas certezas inquestionáveis, que o estudo poderá reforçar com elementos ainda mais críveis: temos uma sociedade majoritariamente negra e uma imprensa majoritariamente branca, informação que tem base exclusivamente na observação empírica, mas que não deixa dúvidas, pela raríssima presença de negros nas redações e menos ainda em cargos de liderança", reflete.
Ele afirma que o estudo não tem como objetivo ser um "ponto de chegada", mas sim, de partida.
"Além de dar a ele [o Perfil Racial] a maior publicidade possível e de encaminhá-lo a todas as instituições que o apoiaram e as outras que possam ter interesse em seus resultados, estamos trabalhando a criação de um programa de debates, com participantes do estudo e outros convidados, no sentido de provocar continuadas reflexões tanto na própria mídia quanto na sociedade", diz.
"Como trata-se de tema que hoje sensibiliza grande parcela das instituições brasileiras, cremos que essa pequena contribuição ensejará desdobramentos sobretudo por envolver a imprensa. E nós estaremos com nossos veículos abertos para todas as manifestações surgidas e que apostem na vertente da diversidade e da inclusão, em especial os movimentos espontâneos de jornalistas negros que tem aflorado nos últimos anos no Brasil."

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