Pela liberdade de expressão, tribunal holandês permite comparação entre Islã e fascismo
Pela liberdade de expressão, tribunal holandês permite comparação entre Islã e fascismo
Um tribunal holandês afirmou no último domingo (6) que é possível comparar o Islã ao fascismo, invocando a liberdade de expressão. O veredito foi proferido depois de uma queixa feita pela Federação Islâmica Holandesa, que reclamou tanto da comparação com o fascismo como do fato do profeta Maomé ser classificado como "bárbaro" pelo deputado Geert Wilders, no vídeo "Fitna".
"As frases contestadas não são contrárias à lei", afirmou o tribunal. Desde que as distribuidoras se negaram a levar às salas o filme de Wilders, e ele acabou o difundindo na internet, a sua popularidade aumentou bastante na Holanda.
As autoridades holandesas temeram uma reação global de protestos violentos, como aconteceu após a publicação de cartuns sobre Maomé num jornal dinamarquês no início do ano passado. Mas, até agora, somente um cartunista afirmou que iria processar o deputado.
Kurt Westergaard alegou que o vídeo do holandês - que usa o cartum de Maomé com uma bomba no turbante - foi tirado do contexto. Além disso, sublinha que não deu autorização a Wilders para usar o seu trabalho para "propaganda política".
Com informações da Reuters
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