Paulo Machado de Carvalho é do Timão, mas não da Fiel
Paulo Machado de Carvalho é do Timão, mas não da Fiel
Um lugar encantador. Nasceu para ser o eterno palco do mundo da bola, mas infelizmente, sem condições, ou melhor, não se pensava, na época, em dar condições ao consumidor-torcedor. Não dá para imaginar em "espetáculo" com seres humanos usando banheiro químico. É desumano! Absurdo!
O visual é lindo e encantador. A região maravilhosa, perto de tudo e de todos. Metrô, ônibus e principalmente acesso as principais vias da cidade. Esse é o nosso grande amigo Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Na época da sua inauguração, em 1940, mais precisamente em 27 de abril, com capacidade inicial para 70 mil torcedores e com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas e demais autoridades o estádio foi inaugurado. Doado por uma empresa, a Cia.City em 1926, o Pacaembu teve sua primeira partida realizada no dia seguinte da sua inauguração. Em 28 de abril de 1940, o novo cartão postal da cidade, recebeu uma rodada dupla. O Palestra Itália venceu a equipe do Coritiba: placar: 6 x 2 para o verde de São Paulo. Na seqüência deu Corinthians, 4 x 2 frente ao Atlético Mineiro. O primeiro jogador a correr para a galera foi Zequinha, do Coritiba, autor do primeiro gol da história do Paulo Machado de Carvalho.
Além de receber grandes partidas, como a da Copa do Mundo de 50, entre Brasil e Suíça, 2 a 2, ainda recebeu em seu tapete verde os maiores ídolos e craques do futebol nacional, entre eles Pelé.
Foi em 1961 que o estádio recebeu o nome que tem hoje. Aliás, após quase duas centenas de dias fechado para reforma, o estádio foi reaberto no último sábado, com a partida de abertura da Série B, do Campeonato Brasileiro, jogo entre Corinthians e CRB. Uma bonita festa. Percebi uma vontade grande da Prefeitura de São Paulo, em passar o estádio para a administração do Timão. Aliás, seria, em ano eleitoral, uma bela jogada de marketing para o atual prefeito e candidato a reeleição. O Pacaembu é a cara do Corinthians, mas afirmo com tristeza em meu peito, pois também adoro o estádio: o torcedor não merece o Pacaembu.
Não dá para imaginar em "espetáculo" com seres humanos usando banheiro químico. É desumano! Absurdo! A estrutura de acesso é precária. A acomodação para restaurantes, se puder chamar de restaurante, são poucas e de atendimento demorado. Não existe local para diversão, não temos estacionamento e o principal: para a imprensa ele é ridículo. Reformaram o Pacaembu e as tomadas, no setor da imprensa ainda são as dadas pelo Prefeito Prestes Maia, em 1940. Como pode não ter, hoje, em um estádio que se chama multiuso não ter acesso à internet?
Até o marketing falho, com a entrega de brindes. Eu mesmo ganhei não sei de quem uma pedra de vidro, pesada e de tamanho considerável, com o desenho do estádio em seu interior. Uma peça maravilhosa. Fiquei emocionado e feliz. Mas me pergunto:
Quem me deu esse presente?
Não tem nome e nem patrocínio. Um presente caro, que recebi na saída do estádio. Em uma ação de marketing realizada sem critérios. Mas valeu!
A partir de agora, guardo essa lembrança, pelo menos no vidro, o estádio parece uma maravilha, sem nenhum defeito.
Mas dá para melhorar o estádio? Não acredito.
O pior é que foi tombado, como patrimônio histórico da cidade de São Paulo e é por isso que acredito ser difícil mexer na sua estrutura para alterar alguma coisa no estádio. Como a criação de um novo andar sobre as numeradas, ou restaurantes subterrâneos e uma utilização da área das quadras, como melhoria para o público.
É uma pena!
Hoje, dentro de uma profissionalização, do marketing e da necessidade de agradar, fazer o consumidor feliz, não dá para colocar aproximadamente 35 mil torcedores cantando: Não pára, não pára, não pára!!!
Não pára de procurar outro espaço para construir seu estádio, TIMÃO!!!






