Patrícia Campos Mello ganha Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa promovido pelo CPJ

Repórter e colunista do jornal Folha de S.Paulo responsável pelas matérias sobre disparos em massa pelo WhatsApp de mensagens favoráveis ao então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial brasileira em 2018, Patrícia Campos Mello foi anunciada como uma das ganhadoras do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa de 2019, promovido pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Atualizado em 16/07/2019 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.


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O evento de entrega do prêmio será realizado no Grand Hyatt New York, em novembro de 2019.
Atacada online por simpatizantes de Bolsonaro, Patrícia será homenageada em conjunto com jornalistas do Paquistão, Índia, Nicarágua e Tanzânia.
Em sua busca por notícias, os jornalistas laureados pelo CPJ este ano enfrentaram assédio online, ameaças legais e físicas, e prisão.
No Paquistão, o homenageado foi Zaffar Abbas, editor do jornal Dawn. Ele levou o prêmio Gwen Ifill de Liberdade de Imprensa. Na Índia a premiada foi Neha Dixit, jornalista investigativa independente que cobre direitos humanos. Ela enfrentou ameaças físicas e jurídicas, além de assédio online, depois de denunciar delitos cometidos por grupos nacionalistas de direita e policiais.
Na Nicarágua os homenageados foram Lucía Pineda Ubau, diretora de notícias, e Miguel Mora, fundador e editor do 100% Noticias. A dupla foi presa em dezembro de 2018 ao cobrir os distúrbios políticos que desestabilizaram o país da América Central. Libertados em junho, eles ficaram seis meses presos, em isolamento a maior parte do tempo.
Cofundador e diretor-gerente do Jamii Forums, um site de discussão online e fonte de notícias de última hora na Tanzânia, Maxence Melo Mubyazi também foi reconhecido pelo CPJ. Ele foi acusado por cibercrimes. Somente em 2017 teve que comparecer 81 vezes ao tribunal.
"Os vencedores do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa de 2019 do CPJ colocaram suas vidas e sua liberdade em risco para nos trazer informações", disse Joel Simon, diretor executivo do CPJ, acrescentando que em todo o mundo o jornalismo independente vem sendo ameaçado por autoritários populistas, que desprezam e menosprezam o trabalho da imprensa independente.