Para revista, mortes de políticos na Argentina e Rússia são "homicídios de Estado"

Publicação abordou o caso do promotor federal argentino Alberto Nisman e do opositor russo Boris Metsov

Atualizado em 30/03/2015 às 12:03, por Redação Portal IMPRENSA.

A revista italiana Impatto classificou os assassinatos do promotor federal argentino Alberto Nisman e do opositor russo Boris Metsov como "homicídios de Estado". Na capa, a publicação traz uma imagem da presidente Cristina Kirchner.
Crédito:Reprodução Revista insinua que Cristina Kirchner e Vladimir Putin estão ligados às mortes de seus opositores
De acordo com o Terra, a matéria diz que em ambos os casos "os personagens incômodos foram eliminados" de seus respectivos países e se refere aos políticos como "líderes da oposição" que "atuaram contra as correntes", sabendo que suas lutas poderiam causar resultados "imprevisíveis".
A publicação reforçou também que tanto Nisman como Nemtsov estavam "preocupados com sua segurança". O artigo faz ainda uma alusão a mortes "duvidosas" como o caso do oficial Carlo Alberto Dalla Chiesa.
Nisman foi encontrado morto com um tiro em seu apartamento em Buenos Aires, dias após denunciar a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o chanceler Héctor Timerman por negociar um plano para garantir impunidade e "acobertar fugitivos iranianos", referindo-se aos acusados do ataque terrorista contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 18 de julho de 1994. Já Nemtsov, ex-vice-premiê, foi morto a tiros enquanto andava com sua namorada nas proximidades da Praça Vermelha. Ele se tornou a figura da oposição mais proeminente a ser assassinada na Rússia durante os 15 anos do governo de Vladimir Putin.