Para promover segurança na web, China prende 15 mil internautas críticos ao regime

Para evitar que informações contrárias ao governo se espalhem pela internet, o ministério de Segurança Pública da China anunciou a prisão de

Atualizado em 19/08/2015 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Para evitar que informações contrárias ao governo se espalhem pela internet, o ministério de Segurança Pública da anunciou a prisão de 15 mil internautas por crimes na web e delitos que colocaram em risco a segurança na rede.
Crédito:Reprodução Governo tenta calar críticas prendendo internautas na China
De acordo com a Agência Globo, a medida ocorre em meio a um processo de censura às informações publicadas sobre as explosões em Tianjin. Muitas delas continham críticas à atuação do governo diante do incidente que matou 114 pessoas e deixou mais de 200 feridas.

O site do órgão afirma que 7.400 casos foram investigados. O governo lançou no mês passado a campanha “Limpeza na Internet”, que durante seis meses estimulou a vigilância em páginas que promovem a pornografia ou divulgam informações “ilegais”.

No último domingo (16/8), dezenas de sites foram retirados do ar por desaprovarem a atenção que o governo local deu às vítimas de uma explosão em um armazém com material químico . Antes disso, mais de 360 contas já haviam sido deletadas.
As autoridades alegam que a medida foi tomada porque as páginas criaram pânico na população. O governo classificou as publicações como “irresponsáveis” e ressaltou que adotará uma postura ainda mais rígida contra os sites que publicarem boatos.

Desde que Xi Jinping chegou ao poder, as autoridades tomaram como meta principal o controle de páginas da web e redes sociais. Alguns blogueiros que criticam o regime, como Charles Xue, já foram presos e obrigados a confessar publicamente seus delitos.

Além disso, em março de 2014 o Congresso aprovou uma lei que permite que o Estado tome as medidas necessárias para proteger seu ciberespaço. A legislação pretende evitar que a informação “prejudicial” se espalhe pelo país, além de prever uma pena de três anos de prisão para quem divulgar “boatos’ na rede.