Para José Serra, Lei de Imprensa é "produto genuíno da ditadura"
Para José Serra, Lei de Imprensa é "produto genuíno da ditadura"
Na última quinta-feira (20), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) defendeu a revogação da Lei de Imprensa. Serra alegou que a lei é um produto genuíno da época da ditadura.
"A ditadura não tinha a menor simpatia pela imprensa livre e tratou de combate-la e inibi-la com meios à sua disposição. Um deles foi, exatamente, a Lei de Imprensa , nascida para cercear a informação e a crítica. É contrário ao espírito libertário da Constituição de 1988, que estimula e garante a liberdade de informação", declarou o governador.
O governador salientou que vários dos dispositivos da Lei já não são mais usados porque foram revogados pela Constituição: "Ela se tornou, assim, especialmente confusa, sem que tenha perdido seu espírito autoritário".
De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (21), no jornal Folha de S.Paulo , José Serra afirma que não há necessidade de discriminação dos jornalistas. Segundo ele, eventuais crimes que os profissionais pratiquem ou danos que cometam devem ser julgados como acontece com qualquer pessoa.
Já sobre as ações dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, o governador declara que é a favor, e de que não poderia ser de outra forma. Para o governador, todas as pessoas têm o direito de se defender e usar os mecanismos possíveis para isso.
Sobre a condenação de algumas ações por litigância de má-fé, Serra evitou opinar sobre o caso. "Não me sinto em condições de opinar sem ter mais detalhes a respeito do assunto. Acompanhei superficialmente".
Foto: José Cruz/ABr
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