Para Hélio Costa, agressões a jornalistas devem ser vistas com "muita preocupação"
Para Hélio Costa, agressões a jornalistas devem ser vistas com "muita preocupação"
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou nesta segunda-feira (02) ver com "muita preocupação" o episódio em que jornalistas do jornal O Dia foram torturados por uma milícia na favela do Batan, em Realengo, zona oeste do Rio.
Ele lembrou que já chegou a passar por situações de risco quando atuava como repórter em conflitos internacionais: "vejo com muita preocupação. Eu mesmo, como jornalista, fui vítima de agressões no passado, fora do Brasil. Quase morri em El Salvador, na Nicarágua".
O ministro declarou confiar no governo do Rio para que sejam tomadas as medidas necessárias em relação à violência sofrida pelos profissionais de imprensa.
Entenda o caso
No último dia 14 de maio, um grupo de repórteres do jornal O Dia foi seqüestrado, torturado e mantido em cárcere privado em um barraco, localizado na favela do Batan, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Os jornalistas estavam na favela investigando a atuação de milícias no local.
Segundo informa O Dia , os jornalistas passaram por sete horas meia de interrogatório, submetidos a pontapés, socos, choques elétricos, roleta-russa, sufocamento com saco plástico e tortura psicológica.
O jornal esclarece que a cúpula da Segurança do Estado do Rio foi notificada sobre o caso, mas a decisão de não divulgar a agressão até este sábado (31) se deu em razão das investigações policiais que poderiam ser prejudicadas, e da segurança dos jornalistas envolvidos. Na edição deste domingo (01/06), O Dia mostra detalhes do caso, em matéria especial.
As informações são da Folha Online
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