Para evitar que imagens de bombardeio viralizem, Turquia proíbe acesso ao Twitter
Para impedir a veiculação de imagens do bombardeio que matou 32 pessoas no sudoeste do país, a Turquia bloqueou nesta quarta-feira
Atualizado em 22/07/2015 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Governo tenta evitar divulgação de bombardeio que matou 32 pessoas
Segundo o Estadão , um tribunal impediu que cidadãos turcos publicassem na rede social e na mídia imagens relacionadas ao ataque e determinou que os sites que não cumprissem a ordem teriam o acesso à internet barrado.
Uma autoridade do governo afirmou que o governo local também pediu ao Twitter para retirar cerca de 107 fotos que já haviam sido publicadas. Até o momento, a empresa já retirou 50 imagens e trabalha para remover o restante.
A determinação fez vários protestos se espalharam pelo país. As pessoas culpam o governo turco de não ter feito o suficiente para evitar o ataque. Com isso, autoridades também tentaram bloquear o Twitter de quem estava organizando as manifestações.
O governo turco teme a possibilidade de que o bombardeio possa ter sido realizado por membros do Estado Islâmico diante da repressão sobre as operações do grupo no país. O órgão também já prendeu cerca de 500 pessoas suspeitas de trabalhar para o EI.
Não é a primeira vez que a Turquia bloqueou o acesso às redes sociais. No começo de 2015, os cidadãos não puderam usar o Twitter e o YouTube por causa de uma crise envolvendo reféns em um tribunal de Istambul.
Em 2014, os mesmos sites foram bloqueados temporariamente após gravações de áudio de uma reunião secreta que apontava a corrupção de membros do governo terem vazado na internet.





