Para Dilma Roussef, presos políticos cubanos têm acesso à mídia
Para Dilma Roussef, presos políticos cubanos têm acesso à mídia
A pré-candidata da PT à Presidência da República, Dilma Roussef, disse na última segunda-feira (5) que os presos políticos cubanos têm acesso à mídia, ao compará-los com os dissidentes detidos no Brasil durante a ditadura militar.
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| Dilma Rousseff |
Em entrevista às rádios Globo e Jovem Pan, Dilma não condenou o regime cubano pela conduta em relação aos presos políticos, mas criticou a greve de fome como forma de protesto.
O discurso da ex-ministra da Casa Civil foi semelhante ao do presidente Lula, que em visita a Cuba condenou a greve de fome dos presos políticos. A fala do petista aconteceu logo em seguida à morte do dissidente Orlando Zapata, que ficou 85 dias sem comer em protesto contra o governo de Raúl Castro.
Para a ex-ministra, a atual situação cubana é diferente da vivenciada pelos presos políticos brasileiros durante a ditadura militar. Dilma disse que, no Brasil, apenas depois de contato com a Anistia Internacional, teve-se informações sobre a realidade vivida pelos dissidentes.
"Teve um determinado momento no Brasil que uma das características mais fortes foi bloquear todas as manifestações e expressões. Até que houve o desbloqueio e conseguimos falar com a Anistia Internacional. A situação dos presos cubanos é diferente pelo acesso que eles têm à mídia", disse Dilma.
Em Cuba, o jornalista Guilermo Fariñas está em greve de fome desde o dia 24 de fevereiro deste ano em protesto pela libertação de presos políticos do país. A pré-candidata do PT condena a greve, dizendo que ela "normalmente se volta contra a própria pessoa".
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