Para Cristiano Burmester, "a tecnologia digital facilitou muito o trabalho do fotógrafo"

Para Cristiano Burmester, "a tecnologia digital facilitou muito o trabalho do fotógrafo"

Atualizado em 27/08/2008 às 18:08, por Érika Valois/ Redação Portal IMPRENSA.

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O paulistano Cristiano Burmester, 37, viu debaixo d'água surgir seu interesse pela fotografia. Ainda adolescente, por volta dos 13 anos, ele pediu aos pais uma câmera fotográfica descartável para capturar imagens do universo aquático enquanto realizava mergulhos. "Gostava de registrar tudo que estava no fundo do mar", lembra o fotógrafo.

Cristiano Burmester

A partir daí, Cristiano não deixou mais de observar o mundo através das lentes de sua câmera e, aos 17, apresentou seu portfólio fotográfico a uma revista especializada no setor náutico, para a qual começou a trabalhar. Nessa época, surgiram também oportunidades para atuar em outras publicações; para essas revistas Burmester realizou retratos e fotografias para reportagens sobre lugares e viagens.

Até os 21 anos, o fotógrafo aproveitou para se especializar na área através de cursos e oficinas. "A partir dos 22 anos o ritmo dos trabalhos se intensificou e foi ganhando abrangência de temas e clientes", conta o profissional.

Cristiano Burmester

Além de fotógrafo, Cristiano também é formado em Economia pela FAAP. "Na época achei que a formação nessa área seria um bom complemento ao trabalho de fotografia. Queria uma visão diferente daquilo que eu fazia", explicou ele, que depois fez um MBA e um Mestrado em Comunicação pela USP.

Para Burmester, que começou no fotojornalismo e depois migrou para fotografia publicitária, os dois tipos de fotografia se completam. "Se pensarmos em Comunicação, esses trabalhos são complementares. A diferença é que o fotojornalista registra o cotidiano e o fotógrafo publicitário busca valorizar aspectos de um produto, pessoa ou lugar", explica.

Cristiano Burmester

Atuando profissionalmente no mercado fotográfico há 18 anos, Cristiano diz não ter preferência por um trabalho em específico que tenha realizado, pois considera cada um deles como "uma etapa de seu percurso profissional". Apaixonado por retratos, fotografias de esporte, campanhas publicitárias, fotos de natureza e reportagens, ele diz que "quando estes temas estão presentes é sempre um prazer".

Para os interessados em se aventurar pelo mundo da fotografia, Burmester ressalta que o importante é não se deixar levar pelas facilidades tecnológicas; ele alega que é preciso aprender as técnicas e praticar bastante. "A tecnologia digital facilitou muito o trabalho dos fotógrafos mas, para se conseguir o que a fotografia tem de melhor para oferecer, é preciso pesquisar, participar de cursos e oficinas para se construir um trabalho criativo, consistente, além de fotografar bastante, é claro. O que não pode é se acomodar", argumenta.

Cristiano Burmester

Cristiano, que também é professor de fotografia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e no Centro Universitário de Belas Artes, mantém o , localizado na cidade de São Paulo, através do qual realiza trabalhos para agências de publicidade, editoras e empresas.