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Pais de ativistas atacam imprensa em reunião do Sindicato dos Jornalistas no RJ

Marino D'Icaray, advogado que representou os manifestantes em processo do Ministério Público, apontou o dedo e disse: "Vocês vão nos pagar".

Na última sexta-feira (25/7), a ONG Justiça Global realizou um encontro entre profissionais da imprensa e ativistas denunciados pelo Ministério Público na sede do Sindicato dos Jornalistas, no Rio de Janeiro (RJ). Na ocasião, após diversas críticas, o pai de um dos manifestantes e advogado do grupo presente apontou o dedo para os repórteres presentes e gritou: "Vocês vão nos pagar".
Crédito:Reprodução/Sindicato dos Jornalistas Pais de ativistas atacam imprensa em reunião do Sindicato dos Jornalistas no RJ Pai de ativista diz que a imprensa "vai pagar" por denúncias contra seu filho
Segundo O Dia , o encontro foi realizado um dia após cinegrafistas e fotógrafos terem sido agredidos por manifestantes no município fluminense de Bangu, quando cobriam a libertação de três ativistas denunciados por atos de violência e associação criminosa em protestos.
A psicóloga Rosoleta Quadros, mãe de Eliza Quadros, disse que a imprensa tem feito a imagem errada de sua filha. "Ela está sendo demonizada. Eliza sempre foi uma menina inteligente e generosa desde pequena. Deixem minha filha em paz", exclamou. Já Marino D'Icaray, pai de Igor D'Icaray, e representante legal dos três ativistas, foi mais duro nas críticas.
"Conclamo a todos para refletir seriamente sobre isso, para não sermos cúmplices do que esses caras [Ministério Público] estão fazendo. Os jovens não são algozes, são vítimas de vocês [imprensa]. Vocês vão nos pagar", disse o advogado, apontando o dedo para jornalistas no local.
Em seguida, ativistas que acompanhavam o encontro começaram a gritar: "Presos políticos, Liberdade já. Lutar não é crime, vocês vão nos pagar".
Paula Máiran, presidente do Sindicato, ressaltou que o encontro já estava agendado desde antes dos casos de agressão da última quinta-feira (24/7). "A gente não pode, por causa dos episódios de ontem, entrar na revanche ou na lógica do olho por olho, dente por dente. Isso de forma alguma combina com o papel de jornalista", afirmou.

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