"RedeTV News": série de reportagens traz mãe de jornalista como fonte
"RedeTV News": série de reportagens traz mãe de jornalista como fonte
"RedeTV News": série de reportagens traz mãe de jornalista como fonte A jornalista Rita Lisaukas, que divide a bancada do telejornal "RedeTV News" com Marcelo Rezende, deu início na segunda-feira (05/06), a uma série de reportagens sobre transplantes que irá ao ar até o próximo sábado (10/06). É a primeira vez, desde que assumiu o comando do telejornal, que Rita atua como repórter. O grande diferencial da matéria exibida ontem, porém, foi uma das fontes utilizadas para a reportagem: a própria mãe da jornalista, Ana Maria Lisaukas, que está na fila de transplante de rim e pâncreas há um ano.
Segundo Rita, as reportagens visam desmistificar o que geralmente se sabe sobre transplantes e doações. "Quando a gente vive isso na família, quer discutir o problema porque as pessoas têm muito preconceito. Algumas acham que vão ser seqüestradas no shopping, e vão acordar em um balde de gelo. Assim, surgiu a idéia de falar, aproveitar o espaço que eu tenho", comenta.
Para Lisaukas, entrevistar a própria mãe não foi nada fácil. "Na primeira vez que eu fui gravar, fiquei meio embargada, e a gente não colocou. Colocamos só a tomada que gravei de uma forma firme, para que ficasse algo bem isento". A jornalista até estranhou a tranqüilidade que sua mãe demonstrou na reportagem, já que, no início, ela mostrava certa resistência em gravar. "Ela dizia: mas o que eu vou falar?", conta. "Eu até brinquei que ela foi a minha pior entrevistada (risos)".
Lisaukas se mostra tranqüila sobre a possibilidade de ser criticada por ter utilizado sua mãe como fonte. Para ela, o esforço terá valido a pena se as matérias conseguirem mudar a opinião nem que seja de apenas uma pessoa. "Estou aproveitando o espaço que eu tenho para falar de um assunto que é carente de informação. Então, não tenho medo de crítica".
Rita disse, ainda, que as pessoas idealizam muito a vida do jornalista, principalmente daquele que trabalha em televisão. "Jornalista não tem tanta liberdade para falar sobre si, como outras pessoas têm. As pessoas acham que a nossa vida é maravilhosa, que a gente é feliz, que tudo vai bem", contesta.
Na segunda matéria, exibida ontem (07/06), a jornalista apontou uma alternativa às famílias para escapar das filas: o transplante intervivos, que também possibilita a doação, desde que alguma pessoa da família seja compatível. A reportagem narrou a história de um pai, que viajou com sua filha aos EUA, em 1995 - época que não era realizada tal cirurgia no Brasil - para doar parte de seu fígado. "Também mostraremos a cidade de Sorocaba, que é exemplo de uma fila que anda, no que diz respeito ao transplante de córnea. Vem gente do Brasil inteiro e o transplante acontece em 30, 20 dias".
A terceira reportagem da série vai ao ar hoje às 21h10, na RedeTV!. 





