O papel da mídia: Ética no jornalismo, por Antonio Paiva Rodrigues
O papel da mídia: Ética no jornalismo, por Antonio Paiva Rodrigues
O papel da mídia: Ética no jornalismo, por Antonio Paiva Rodrigues Por que a ética anda meio sumidinha no mundo atual? Essa é a questão! Antes devemos frisar que a palavra ética deriva do grego ethique, moral - ramo da filosofia que aborda os fundamentos da moral, o conjunto de regras que orientam a conduta em qualquer atividade profissional. Ser ético, do grego ethicos - têm ambiência no relativo pertencente à ética e se interliga ao comportamento ético de qualquer ser humano, independente de classe social, raça ou credo.
Escrever bem, produzir um texto, uma matéria corretamente, a ética deve ser parte integrante desse contexto, principalmente quando a conotação é crítica. Muitas vezes, essa preocupação não acontece. O furo em determinadas ocasiões vai de encontro à ética, e as velhas prerrogativas do direito de resposta, surgem em escala numerosa.
Os professores de jornalismo estão antevendo uma necessidade arreglada nas Teorias da Comunicação, e na ótica pórtica da inclusão da semiótica como disciplina obrigatória e não apêndice. No amadurecimento dos acadêmicos no tocante ao emprego da ética dentro e fora do âmbito das Instituições acadêmicas. Hoje nos programas televisivos vemos uma espécie de doutrinação, um personalismo que gera uma reavaliação dos incrementos que são empregados para uma reforma íntima no âmbito da mídia televisiva. O quadro atual precisa de uma roupagem nova, pois o telespectador já começa usar o velho ditado dos programas plagiados.
Na realidade, se espelhar no que é bom não é pecado, mas aniquila o poder de criação e inovação dos que fazem o jornalismo moderno. Acicatados, editores e produtores, se deixam levar pelo sensacionalismo e exaltam na assoberbação da violência, um viés para atingir picos de audiência. Diriam os velhos apologistas: é a desgraça humana servindo de contraponto para o sucesso pernicioso dos canais televisivos. O papel da mídia, principalmente a televisiva, não é esse. Será que a renovação e a ética transformaram-se em gelo? Sumiram com o calor da refrega, na conquista dos pontos percentuais de audiência. Ressonas o poder político no écran das redes televisivas. O que fazer? Redimir a psicosfera sem questiúnculas de programações que não produzem atrativos para o telespectador, e tornar pungente, multifária a grade televisiva, pois entra ano e sai ano e a inoperância perniciosa torna-se um ócio para os que fazem jornalismo no Brasil.
Hoje o ponto principal, o primordial em qualquer canal televisivo ainda é a beleza feminina. Essa beleza causa um repúdio dos profissionais da comunicação que passaram pelos bancos das Universidades, mas denota-se que as grandes redes de televisão do País não estão levando nada a sério. E a ética no jornalismo onde fica? O que se comete hoje com o profissional da comunicação é um ato abacto, de personalidade maniógrafa dos que estão no comando e que nunca passaram por uma academia jornalística, nem com intuito de visitá-la. 





