Exclusivo: José Dirceu defende o Conselho Federal de Jornalismo

Exclusivo: José Dirceu defende o Conselho Federal de Jornalismo

Atualizado em 21/11/2005 às 17:11, por Marcio Meinberg e  especial para o Portal IMPRENSA.

Exclusivo: José Dirceu defende o Conselho Federal de Jornalismo
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Nesta breve entrevista exclusiva para o Portal IMPRENSA, concedida pouco depois do ato público em sua defesa, que aconteceu em São Paulo, na última sexta feira, o deputado José Dirceu fala sobre seu futuro político e defende a criação do Conselho Federal de Jornalismo. Acompanhe:

IMPRENSA - O sr. diz que está sofrendo um linchamento moral por parte da mídia. Quem foi que começou isso?
Dirceu -
A "Veja".

IMPRENSA - Por que o sr. acha que está acontecendo essa perseguição? É algo histórico?
Dirceu -
Sempre teve isso. Quando começou o processo do governo Lula, já começaram a dizer que eu era o segundo homem da República, e começou um processo para tentar impedir que eu tivesse um papel no governo. Depois, durante todo o governo, houve uma pressão muito grande para tentar me tirar do governo, pra tentar me impedir, inclusive, de falar sobre os rumos do governo, sobre a economia... E o caso Valdomiro Diniz foi a primeira tentativa de me tirar do governo.

IMPRENSA - Com um Conselho Federal de Jornalismo, o sr. acha que a postura da imprensa seria mais democrática?
Dirceu -
Evidente que sim. Quanto menos organização dos jornalistas, maior é o poder daqueles que detêm o controle acionário dessas empresas e menor a participação social.

IMPRENSA - No caso do dinheiro vindo de Cuba, você acha que os que acusam têm base para manter essa posição?
Dirceu -
É igual à história das Farcs e de Angola. Eles vão jogando as coisas para estigmatizar e incriminar. É uma permanente tentativa de deteriorar a vida do PT. Ou cassar seu registro ou tentar desmoralizá-lo na sociedade.

IMPRENSA - No caso da cassação do seu mandato, o que o sr. vai fazer da sua vida?
Dirceu -
Da militância eu não vou abdicar não, pode ficar tranqüilo. Eles não vão se livrar de mim. Não pensem eles que eu vou sair da história, não. A história ainda tem muita coisa para a frente, eles vão ter que me suportar. A medicina agora está avançando, eu vou até os 90 anos.