Cale a boca jornalista: repórter do Diário de São Paulo é ameaçado por denunciar irregularidades no Corinthians
Cale a boca jornalista: repórter do Diário de São Paulo é ameaçado por denunciar irregularidades no Corinthians
Cale a boca jornalista: repórter do Diário de São Paulo é ameaçado por denunciar irregularidades no Corinthians
O jornalista Wagner Vilaron - repórter de esportes no Diário de São Paulo - está sendo ameaçado por telefone e por e-mail, após publicar denúncias envolvendo a diretoria do clube esportivo Corinthians. Vilaron encaminhou ontem (19/07), ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, um relato do episódio. O SJSP, em notícia vinculada no site, repudiou "veementemente essa prática violenta, que tenta por meio da intimidação física calar os profissionais da imprensa". O sindicato disse que acompanhará atentamente o caso.
Leia o relato de Vilaron:
"Sou jornalista da editoria de Esportes de O Diário de São Paulo . Durante todo o primeiro semestre deste ano o jornal tem publicado série de reportagens, por mim assinadas, que revela problemas e suspeitas sobre a atual administração do Sport Club Corinthians Paulista. Há duas semanas tais denúncias ficaram mais contundentes com a revelação de indícios de fraude fiscal, elaboração de representação junto ao Ministério Público e a conseqüente entrada da Polícia Civil no caso. O assunto se transformou em reportagem que trouxe o título "Caso de Polícia", publicada em 12/07.
Alguns dias depois (dia 15) nova reportagem trazia à público contratos com jogadores de futebol (no caso Marcelinho Carioca) que, mesmo lesivos ao clube, eram aprovados.
Proporcionalmente à contundência e seriedade das revelações se tornaram as tentativas de intimidação. A maioria delas por meio de ligações para meu telefone celular ou mensagens de email. Diante do ocorrido, me dirigi ao 4º DP da Consolação, onde registrei a ocorrência. No despacho, citei um dos números identificados em meu aparelho. Os policiais identificaram a chamada como originária de um aparelho público localizado na Rua São Jorge, 215, coincidentemente o mesmo endereço do Corinthians. Na ligação, as frases são curtas, tais como "abre o olho e toma cuidado que você tem família".
Após conversar com o responsável pelas investigações, chegamos à conclusão que a melhor atitude seria tornar o caso público, divulgando-o de todas as maneiras possíveis. É nesse ponto que busco auxílio do sindicato."
Após trazer a público as ameaças, Vilaron recebeu diversas manifestações de solidariedade de jornalistas. 





