Oswaldo Martins, ombudsman da TV Cultura fala da importância dessa função no veículo de comunicação / Por Josimara Silva e Giovanna Longo - UNICID

Oswaldo Martins, ombudsman da TV Cultura fala da importância dessa função no veículo de comunicação / Por Josimara Silva e Giovanna Longo - UNICID

Atualizado em 15/06/2005 às 16:06, por Josimara Silva e Giovanna Longo - UNICID.

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Oswaldo Martins foi nomeado em 14 de junho de 2004 pelo Sr. Marcos Mendonça a ser o ombudsman da TV Cultura, em entrevista a Agencia Universitária de Noticias, Oswaldo fala da importância dessa função com seus telespectadores.

Osvaldo Martins já trabalhou no Jornal O Estado de São Paulo e na Revista Veja, fundou em 1986 o IBEC - Instituto Brasileiro de Comunicação, é autor, entre outros trabalhos, do plano de diretor de Comunicação do Banco do Brasil. E hoje sua atuação na TV Cultura simboliza um ouvidor em um outro veiculo de comunicação. A TV Cultura foi pioneira em lançar esse cargo para abrir um espaço ao leitor a respeito de suas programações, conforme disse o presidente, "uma TV pública deve ter como missão a valorização da cidadania".
Um ombudsman não tem vínculo nenhum com o veículo de comunicação que trabalha, existe somente um contrato de trabalho que firma a não demissão, nem substituição do mesmo por dois anos, mas ele fica restrito em responder questões somente da emissora para a qual presta seu serviço.
Osvaldo recebe de 50 a 60 e-mails por dia, de todo o país, com diversas abordagens, entre elas críticas, elogios, sugestões e até questões de ordem técnica como "na minha cidade o sinal da Cultura é ruim", ele alega que o público da TV Cultura é bastante exigente, o que é ótimo e que essa participação deve-se ao fato da TV nutrir em relação ao público sentimento de propriedade.
Relacionando a Rede BBC, que também é uma rede estatal e tem um jornalismo ativo na comunidade internacional, a TV Cultura é uma das TVs com menos ibope entre todas as brasileiras e Oswaldo Martins justifica que o publico liga a TV para se divertir e encontrar entretenimento, ao contrário da TV publica que deve zelar pela qualidade de seus conteúdos, ela tenta conciliar conteúdos de qualidade com linguagem televisiva atraente, mas há também problemas de ordem estrutural como pouca verba.
O público em geral ainda não conhece um ombudsman e nem pra que ele serve, talvez, porque esse assunto ainda não é discutido na grande mídia, pois a imprensa não gosta de ser criticada nem de fazer auto crítica, mas com a consolidação de um país democrático deve se esperar por uma "massificação" na mídia.
Em um ano de existência, a cultura teve pontos positivos ao lançar um ombudsman, assim ele consegue um respaldo de seu próprio público, sabe o que ela tem que melhorar e o que está surtindo efeito em sua programação, acompanha de perto o resultado em seus telespectadores e os ouvintes podem participar diretamente com opinião, sugestões e críticas a respeito do programa à que eles assistem. O livre direito da opinião pública é o que o ombudsman coloca em prática.