Os talentos culinários de André Pinheiro e o som de Stéfanie Privado

De Ijuí à família Real André Pinheiro Machado está voltando para casa. Depois de anos em Londres, onde descobriu seu talento na culinária,o jornalista nascido em Ijuí (RS) quer levar para sua terra natal todo o conhecimento acumulado como chef ao longo de uma década e abrir uma empresa de realização de eventos e cozinha itinerante.

Atualizado em 06/01/2014 às 16:01, por Redação Portal IMPRENSA.


André Pinheiro Machado está voltando para casa. Depois de anos em Londres, onde descobriu seu talento na culinária, o jornalista nascido em Ijuí (RS) quer levar para sua terra natal todo o conhecimento acumulado como chef ao longo de uma década e abrir uma empresa de realização de eventos e cozinha itinerante. Mas toda sua experiência na Europa é resultado da ambição jornalística de querer ir além e mudar o mundo.
Crédito:Arquivo Pessoal André foi chef de cozinha antes de ser jornalista Formado em jornalismo pela Universidade de Ijuí, no início de 2005, o jornalista decidiu ir de carona até Florianópolis (SC) para buscar novos desafios. “O dinheiro era pouco e havia muita vontade de mudar. Sozinho, fui até a Rádio CBN. Consegui uma conversa com o gerente da emissora, mas o salário inicial era inferior ao que eu recebia em Ijuí”, conta Machado.
O passo seguinte foi pedir dinheiro emprestado para a avó e partir para Londres como turista e para tentar chegar mais perto do sonho de trabalhar na BBC. Mas as dificuldades com o inglês falaram mais alto e, decidido a permanecer no país, aceitou trabalhar como lavador de pratos. “Eu caí de paraquedas, começando com 28 anos de idade.”
E, desde então, crescendo na nova carreira, Machado foi chef de restaurantes consagrados, mas ainda faltava o grande desafio entre os gourmets: trabalhar com Anton Mosimann, encarregado dos banquetes da família real britânica. “Cada minuto com Mosimann foi um tempo de realização, aprendizagem, foco e determinação”, comemora.
Rock e jornalismo na veia
Foi cantando os principais sucessos de Cássia Eller na adolescência que Stéfanie Privado teve os primeiros contatos com o rock and roll. Desde os 15 anos, a jovem participou de diversas bandas, nas quais pôde aprender noções de violão e guitarra, depois aprimoradas com aulas particulares. O talento para a música era evidente, mas quando chegou a hora de decidir qual carreira seguir, seu coração ficou dividido. “Todos os meus testes vocacionais indicavam o jornalismo, e como sempre gostei de comunicação, resolvi apostar.”
Crédito:Tiago de La Barra EP "Falando sinceramente" traz seis faixas Nem por isso a música foi colocada de lado em sua vida. Tanto que quem frequenta os barzinhos na região da Vila Madalena, Casa Verde e Ipiranga, em São Paulo (SP), conhece muito bem o trabalho de Stéfanie Singer e sua banda. Apesar de ter passado por algumas das principais redações do país, como nos jornais O Estado de S. Paulo e O Dia , além do portal Terra, a jornalista tem apostado cada vez mais na música. Lançado em março de 2013, o EP “Falando sinceramente” marca sua estreia como cantora profissional, e traz uma mistura de pop/rock com influências da MPB, soul e groove.
Stéfanie continua fazendo alguns freelas em comunicação interna de empresas, mas a ideia é viver só de música muito em breve. “É comum vermos músicos ligados à literatura e ao jornalismo porque a comunicação serve para falar além do óbvio, assim como a música”, finaliza.