Os desafios do comunicador no século XXI / Por Paula Carvalho - Favip (PE)
Os desafios do comunicador no século XXI / Por Paula Carvalho - Favip (PE)
Especula-se que novos formatos de tecnologia, como por exemplo o blog, podem gerar uma perda de "poder" dos jornalistas. Mas será mesmo? Sabemos que os veículos de comunicação de massa têm maior capacidade de atingir a sociedade do que a internet. Com a evolução da tecnologia, cogitaram que outros meios superariam e anulariam os veículos mais antigos. Assim como isso não aconteceu, é difícil de imaginar que os veículos de comunicação de massa e jornalistas perderiam espaço para um simples blog, o qual seria alimentado com informações especializadas através das próprias instituições. Mas é inviável pensar que a sociedade iria buscar, separadamente, informações especializadas, pois todos querem informações prontas, trituradas.
Os conteúdos dos veículos de comunicações estão saturados devido à falta de criatividade e comodidade dos próprios jornalistas. Anualmente vemos as mesmas matérias serem produzidas de acordo com os eventos que acontecem. As editorias específicas tendem a suprir a necessidade de informação de quem procura saber dos fatos sem o formato pré-moldado.
A internet também apresenta agilidade na transmissão de informações, porém possui a incerteza dos dados como inimiga, pois isso acaba gerando uma falta de credibilidade.
A auto-suficiência é um fator que torna ainda mais difícil o mercado para jornalistas, porque gera um acúmulo de funções, centralizando tarefas que antes eram divididas entre vários profissionais. Antigamente uma equipe de reportagem era composta por um motorista, um câmera man, um auxiliar de câmera, um iluminador e uma repórter. Hoje o câmera é motorista e já tem acoplada na câmera a iluminação. Esse último já é causado pela tecnologia, que possibilita uma compactação de equipamentos, deixando mais leves e facilitando o trabalho diário.
Mas retornando ao assunto de conteúdos jornalísticos, ele depende de cada profissional e a faculdade é responsável por passar somente a técnica e teoria. A reciclagem é muito importante para o jornalista, pois ele nunca deve se acomodar e contentar com o que se tem. Uma alternativa seria a rotatividade pelos veículos de comunicação, mudando de funções para conhecer diversas áreas.
Mas diante de tudo isso, ainda existem as influências editoriais. As interferências políticas na cobertura da mídia podem fazer com que os comunicadores não investiguem a verdadeira situação do sistema eleitoral, por exemplo. A questão comercial também influi bastante para que algumas pautas não gerem matéria, quando esta for prejudicar a imagem do cliente anunciante.
É importante também mudar para ouvir os outros e, conseqüentemente, mudar a sociedade.
Mas é claro, devemos, antes de tudo, pensar em quem recebe as mensagens, pois são eles quem geram audiência.






